quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Filmes do mês - dezembro
A bússola de ouro de Chris Weitz 2007 (3)
A arte do amor de Ryan Little 2005 (2)
Poseidon de Wolfgang Petersen 2006 (1)
Vingança virtual de Stefan C. Schaefer 2005 (2)
Uma escola de arte muito louca de Terry Zwigoff 2006 (3)
Violação de conduta de John McTiernan 2003 (2)
Hitch - conselheiro amoroso de Andy Tennant 2005 (3)*
A Lenda de Beowulf de Robert Zemeckis 2007 (2)
Dois é Bom, Três é Demais de Anthony & Joe Russo 2006 (2)
Reviravolta de Oliver Stone 1997 (4)
Herói de Zhang Yimou 2002 (2)*
Paixão à flor da pele de Paul McGuigan 2004 (4)*
Blade Runner de Ridley Scott 1982 (2)
Leões e cordeiros de Robert Redford 2007 (3)
O show de Truman de Peter Weir 1998 (4)*
*Revistos
(0)-horrível; (1)-ruim; (2)-razoável; (3)-bom; (4)-muito bom; (5)-excelente
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
"Leões e cordeiros" de Robert Redford 2007

"O caçador de pipas" de Khaled Hosseini

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Livros do mês: dezembro
2. A sombra do vento de Carlos Ruiz Zafón (Status: ainda lendo)
1. O caçador de pipas de Khaled Hosseini (2)
Notas: 0-5
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
‘’Morte.” de José Roberto Torero: análise do roteiro e do curta-metragem
Torero conseguiu ser irônico e humorado para tratar de um assunto tão delicado como a morte. Os personagens principais formam um casal em perfeita harmonia, típicas pessoas de idade e aparentemente bem organizadas, afinal estão organizando o próprio velório.
O curta-metragem adaptou fielmente o roteiro, com exceção de uma troca de ordem das cenas: a cena da igreja veio antes da cena da divisão de bens. Acredito que assim tenha ficado melhor, porém, o curta é dividido em fragmentos, que relacionam tempo e espaço. Não há uma noção de quanto tempo se passou, pois as cenas se concentram mais no seu próprio tema, que são os preparativos para o velório. Cada cena equivale a um preparativo.
Os diálogos dos personagens são quase fiéis aos do roteiro encontrado (site: www.portacurtas.com.br) com algumas pequenas modificações que parecem decorrer da própria atuação e improvisação dos personagens, e talvez pela direção de cena. Paulo José e Laura Cardoso conseguiram dar um tom natural e humorado aos diálogos. Com uma atuação ruim, talvez complicasse a credibilidade e veracidade do roteiro, pois como citado anteriormente, lidar com o assunto “morte” é algo bem delicado. As falas poderiam ter ficado artificiais dependendo da atuação dos atores.
Enfim, “Morte.” é resultado de um roteiro bem escrito, bem dirigido e com um final bem inusitado, afinal pensar que vamos morrer é um fato, só não sabemos quando.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Filmes de novembro
Garotas formosas de Nnegest Likké 2006 (1,5)
Bem me quer, mal me quer de Laetitia Colombani 2004 (5)*
Cidade do silêncio de Gregory Nava 2006 (2)
Morte. de José Roberto Torero (curta) 2002 (3)
Desejos de Ally Collaço 2007 (5)*********... só pra zuar né?! =) (meu último curta - projeto acadêmico de Direção de Arte - CINEMA UFSC- hoho)
11:14 de Greg Marcks 2003 (4)*
Parentes perfeitos de Greg Glienna 2006 (1)
Protegida por um anjo de Craig Rosenberg 2006 (2)*
Obrigado por fumar de Jason Reitman 2007 (3)
1408 de Mikael Hafström 2007 (1)
Piaf - um hino ao amor de Olivier Dahan 2007 (5)
Santo forte de Eduardo Coutinho 1997 (2)
*Revistos (0)-horrível; (1)-ruim; (2)-razoável; (3)-bom; (4)-muito bom; (5)-excelente
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
"Cidade do silêncio" de Gregory Nava 2006

sexta-feira, 9 de novembro de 2007
"Caramel" de Nadine Labaki - 2007
"Santo forte" de Eduardo Coutinho 1999

"Piaf - um hino ao amor" de Olivier Dahan 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007
Filmes do mês - outubro
Outubro
Filmes da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (vistos de 26 a 31 de outubro)
01- CARAMEL, Nadine Labaki (5)
02- A VIDA DOS OUTROS, Florian Henckel von Donnersmarck (4)
03- EL ORFANATO, Juan Antonio Bayona (4)
04- PEQUENAS HISTÓRIAS, Helvécio Ratton (3)
05- DÉFICIT, Gael García Bernal (2)
06- POSTALES DE LENINGRADO, Mariana Rondón (2)
07- 5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA, Armando Mendz, Cris Azzi, Cristiano Abud, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo, Thales Bahia (2)
08- LONGE DELA, Sarah Polley (2)
09- PEOPLE – HISTÓRIAS DE NOVA IORQUE, Danny Leiner (2)
10- SUKIYAKI WESTERN DJANGO, Takashi Miike (2)
11- A RETIRADA, Amos Gitaï (1)
12- ESTAÇÃO SECA, Mahamat-Saleh Haroun (1) quase dormi
13- SÓ POR HOJE, Roberto Santucci (1)
14- AINDA ORANGOTANGOS, Gustavo Spolidoro (1)
15- OVO, Semih Kaplanoglu (0) dormi
16- O ESTADO DO MUNDO, Apichatpong Weerasethakul, Vicente Ferraz, Ayisha Abraham, Wang Bing, Pedro Costa, Chantal Akerman (0) - dormi
17- A SOMBRA INTERIOR, Silvana Zancolo (0)
Invasores de Oliver Hirschbiegel 2007 - (1)
Quando um estranho chama de Simon West 2006 - (4)
Superbad - É hoje de Greg Mottola 2007 - (2)
Maria Antonieta de Sofia Coppola 2006 - (2)
Notícias de uma guerra particular de João M. Salles e Kátia Lund 97/98 - (3)
O sol de cada manhã de Gore Verbinski 2005 - (2)*
Mais que o acaso de Don Ross 2000 - (3)*
Imagine eu e você de Ol Parker 2005 - (2)
Os produtores de Susan Stroman 2005 - (3)
Justiça cega de Mike Figgis 1990 - (2)
Identidade roubada de Ann Turner 2006 (3)
Crônica de um verão de Jean Rouch e Edgar Morin 1960 - (3)
Fargo de Ethan e Joel Coen 1996 - (4)
Zodíaco de David Fincher 2007 - (2)
Napoleon Dinamite de Jared Hess 2004 - (1,5)
Premonição 3 de James Wong 2006- (1)
*Revistos (0)-horrível; (1)-ruim; (2)-razoável; (3)-bom; (4)-muito bom; (5)-excelente
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
"Quando um estranho chama" de Simon West - 2006

domingo, 21 de outubro de 2007
"Maria Antonieta" de Sofia Coppola - 2006

Conheço poucos trabalhos de Sofia Coppola, mas confesso que achei o filme super interessante. Instigou-me a conhecer mais das suas obras.
Maria Antonieta mescla uma história de época, de uma personalidade que existiu, com um figurino e maquiagem bem construídos, com uma direção de arte impecável e com pitadas de características bem contempôraneas. Seja na trilha sonora, enquadramentos e cores.
O filme é colorido, poético e reflexivo. Colorido na fotografia, nos figurinos, maquiagem, doces, penas, cenários. É poético porque muitas vezes o silêncio dos personagens transmite mais que os diálogos.Reflexivo pela linguagem diferente, mesclando clássico e contemporâneo. A música como estado de espírito e não apenas como trilha. A música como personagem. Assim como o all-star sujo que aparece entre sapatos clássicos.
A fotografia é ousada e bela como Maria Antonieta. Gostei das inovações de linguagem cinematográfica como a cena do quadro, em que anuncia a morte de uma criança pela exclusão desta no quadro. Porém, apesar de interessante, acredito que ocorreram falhas de compreensão. Muitas coisas não ficaram claras para o espectador, e acredito que isso seja negativo para o filme. Além de eu achar decepcionante, um filme ser falado em inglês com mesclas em francês, quando está retratando a França. Coisa bem comum no universo cinematógrafico.
Apesar de vários elementos interessantes, ousados e diferentes do que costumamos ver em filmes de época, achei que o filme ficou monótono e constante demais. Dá a impressão que o filme é uma introdução constante, sem que aconteça uma reviravolta. Esperei por ela até os últimos minutos. Ficou sutil demais, e por isso, achei o conjunto razóavel.
Possui inovadas técnicas, beleza, sofisticação, sutilezas, mas o resultado deixou a desejar.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
"Notícias de uma guerra particular" de João Moreira Salles e Kátia Lund - 1997/98
"Notícias de uma guerra particular" se refere à guerra civil que ocorre nas favelas do Rio de Janeiro, entre traficantes e policiais. Uma guerra que parece resultar de uma desigualdade social, fazendo parte de um sistema capitalista e consumista.
Apesar do documentário mesclar o cinema direto (imagens) com discurso direto (entrevistas), poderia ser enquadrado como auto-reflexivo, pois possui uma voz própria, mostrando vários pontos de vista, através de imagens cotidianas dos entrevistados, imagens de arquivo e depoimentos de pontos de vista diferentes, dos envolvidos na história: policiais, traficantes e moradores da favela que ficam entre o fogo cruzado.
Não há uma grande variedade de opiniões de cada ponto de vista, pois os entrevistados que representam cada grupo envolvido, são quase sempre os mesmos. Provavelmente pela dificuldade de se capturar imagens dentro da favela, já que a mesma é liderada pelos traficantes. Tanto é, que os traficantes e jovens delinqüentes que aparecem, não identificam seus rostos.
O curioso é a neutralidade que os realizadores necessitam como posicionamento para realização do seu trabalho e coleta de depoimentos, pois teoricamente, os entrevistados criminosos, que justificam suas razões para estarem no tráfico, são procurados pela polícia. Polícia esta, que não consegue capturá-los, devido ao fogo cruzado, mas que a equipe conseguiu entrevistar.
Traçando um paralelo com a ficção, baseada em depoimentos reais, "Tropa de Elite" de José Padilha, que coloca apenas o ponto de vista dos policiais, o que estes realizadores parecem querer mostrar é que todos são vítimas de um sistema falho e corrupto.
O tráfico de drogas, sustentado pelo tráfico de armas, tornou-se um comércio lucrativo, onde tornam os excluídos de uma sociedade capitalista e consumista, "trabalhadores" bem-remunerados, diante de uma visível desigualdade social e de distribuição de renda. A classe baixa também tem sonhos de consumo, desejos e carências, mas diferente das outras classes, não consegue atingir uma renda mínima para suprir suas necessidades, por isso muitos acabam caindo no tráfico, acreditando que assim possam ter uma vida um pouco melhor. E os policiais, mal-remunerados, arriscando suas vidas, acabam se corrompendo pelo mesmo motivo, para suprir suas necessidades e carências.
Numa sociedade, aparentemente, sem valores e carente de consciência, fica difícil condenar qualquer parte envolvida. Todos são vítimas e todos estão cansados dessa guerra que realmente parece não ter um fim.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
"Crônica de um verão" de Jean Rouch e Edgar Morin - 1960

Jean Rouch utilizou uma câmera especial que sincronizava o som com a imagem, e rodava um rolo maior de película, para realização de grandes planos, isso teve uma intenção estética muito importante em sua obra, além de ser rodado em preto e branco, mesmo já existindo cor.
O que se percebe no filme é uma grande experimentação, iniciando-se com uma conversa sobre a realização do filme, entrevistas com pessoas nas ruas de Paris partindo da pergunta "Você é feliz?!" e as variadas respostas e reações, além de depoimentos e imagens cotidianas de alguns personagens, aparentemente selecionados. Entre eles estão operários, trabalhadores, estudantes, cover-girl, pessoas aleatórias das ruas de Paris e os próprios realizadores se questionando sobre o resultado do filme.
Elaborar uma sinopse para o filme parece uma das tarefas mais complexas, pois dependendo do ponto de vista, poderíamos apontar o documentário para várias direções. Questionamento sobre o que é felicidade? Reação das pessoas em frente à câmera? Personagens reais que atuam ou não?! Presença de depoimentos, imagens diretas, entrevistas, entre outros recursos. Exatamente por ele apontar para várias direções, que ele poderia ser considerado um documentário auto-reflexivo. Existe uma mistura do cinema direto com o discurso direto, além da presença dos próprios autores questionando-se sobre o que fizeram e questionando as pessoas entrevistadas sobre o que elas acharam de si mesmas.
Nós como espectadores entramos superficialmente no mundo particular de cada pessoa entrevistada, mas com dúvidas se elas estão sendo elas mesmas ou se não estão simplesmente atuando. Colocar a câmera na frente de alguém é torná-la personagem, fictícia ou não, de uma história a ser contada. Morin e Rouch contaram essa história de uma forma imprevisível, interessante e questionadora.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Filmes do mês - setembro
-O julgamento do diabo de Alec Baldwin - (0)
-Tropa de elite de José Padilha - (3)
-Caça ao leão com arco de Jean Rouche - (2)
-O corte de Costa-Gravas - (3)
-A enfermeira Betty de Neil LaBute - (2)
-O outro lado da rua de Marcos Bernstein - (2)
-Garota da Vitrine de Ashok Amritraj - (2)
-Jogo do amor de Sheldon Larry - (0)
-Sociedade secreta de Rob Cohen - (1)
-Marcas da violência de David Cronemberg - (3)
-De repente é amor de Nigel Cole - (4*)
-Mergulho radical de John Stockwell - (1)
-O exorcismo de Emily Rose de Scott Derrickson - (1)
-A família do futuro de Stephen J. Anderson (em 3D) - (1)
-Corações e Mentes de Peter Davis - (3)
-A identidade Bourne de Doug Liman - (3*)
*Revistos
Obs.: 0-(horrível); 1-(ruim); 2-(razoável); 3-(bom); 4-(muito bom); 5-(excelente)
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
A história de Gustavo N. Bento
"Chove lá fora, faz tanto frio...
Lágrimas de chuva, molham o vidro da janela, mas ninguém me vê...
Isso não é uma carta de amor, são pensamentos tolos, traduzidos em palavras...
E no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, você veio...
Eu quis dizer, você não quis escutar...
Pra me transformar no que te agrada...no que te faça ver...
Não é fácil não pensar em você...
É estranho, não te contar meus planos...
Talvez sejam memórias que me perturbam...
Não há nada que me faça entender...
Quando eu vi você quase não acreditei, nem vi você mudar, nem vi você crescer...
Me diga então, em quanto tempo se esquece alguém...
Palavras são erros, e os erros são seus,
Não quero lembrar, que eu erro também,
Um dia pretendo tentar descobrir, porque é mais forte, quem sabe mentir...
Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério...
E que não me falte forças pra lutar...
Não importa quem mais brilha, se agirmos com amor...
Eu descia as escadas, as velhas escadas, sem medo de olhar o que eu deixei pra trás...
São pensamentos tolos, traduzidos em palavras, pra que você possa entender, o que eu também não entendo!"
devaneando...
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
"Tropa de elite" de José Padilha - 2007

"Caça ao leão com arco" de Jean Rouch - 1965

A caça ao leão é um ritual que envolve fabricação dos arcos e flechas utilizados, preparação do veneno, rastreamento e ritual de sacrifício. Quando bem sucedida, os caçadores entoam canções e narram a aventura às crianças. E só é permitida, quando a aldeia se sente ameaçada. O leão, por exemplo, quando mata sem intenção, é considerado um assassino. Não é a toa que os caçadores denominam o leão caçado no documentário de “americano”, talvez pela imposição econômica e política que o mundo sofre por um país (EUA) tão visado por promover guerras e confrontos políticos.
O documentário de Rouch se divide em dois momentos: a caça ao leão que resulta em fracasso, e após três anos, quando numa bem-sucedida caça, capturam duas fêmeas do “americano”, servindo de alimento e punição ao suposto assassino. O próprio Rouch é quem narra os fatos numa edição posterior e prefere utilizar câmera sem tripé para poder nos dar vários pontos de vista, como afirma na entrevista concedida a (inserir nome). A câmera funciona como espectadora da caça e os caçadores Songhay parecem atuar para nós.
Apesar de todos os recursos que Rouch utiliza, o filme de oitenta minutos se torna um pouco cansativo, talvez pelo próprio cansaço e frustração que os caçadores enfrentam a cada investida mal-sucedida. Nós nos frustramos juntamente com eles, criando expectativas e acompanhando atentos à aventura.
O filme nos faz refletir sobre crenças e costumes em relação aos recursos oferecidos pela natureza. Num primeiro momento, agressivo, pois visualizamos a morte dos animais, mas ao mesmo tempo irônico, pois nós não matamos com nossas próprias mãos, mas aceitamos nos alimentar de animais que morrem violentamente e distantes de nós.
Rouch parece nos contar uma fábula, pois no filme introduz que nos contará a história de gaway- gawey, que na verdade é a canção da caça aos leões.
"O corte" de Costa-Gravas - 2005

O desemprego não é nenhuma novidade, mas Costa-Gravas utilizou do humor e da ironia para transmitir uma trama pesada.
Bruno Davert é um profissional da indústria do papel com certo padrão de vida e se vê sem saída quando completa 2 anos de desemprego. Pai de dois filhos, marido de uma esposa compreensiva, acredita que perderá tudo que construiu se não eliminar seus maiores concorrentes de profissão. Resolve então, matá-los com uma arma antiga do seu avô.
Parece engraçado, e é. Mas ao mesmo tempo mórbido e caótico. Ele realmente consegue eliminar seus concorrentes a sangue frio e de forma bem desajeitada, e ainda se orgulha disso. Com sorte consegue se safar da suspeita de assassino e conquistar o cargo que tanto almeja.
Sua frieza me deu calafrios, mas o filme se tornou tão leve que engolimos o personagem desesperado, compreendendo suas ações. Mas acredito que Costa-Gravas quis unir o útil ao agradável. Fazer um filme diferente e interessante, mas trazendo o questionamento sobre o desemprego. Sobre o crescimento desenfreado do capitalismo e dos profissionais qualificados e experientes, que são descartados por profissionais mais jovens e mais dinâmicos, talvez.
E como já falei em outro filme, o estado de espírito conta muito na análise de um filme. O meu é "empregada" (como bolsista de cinema num órgão público, onde exerço pouca coisa associada diretamente a profissão, mas onde aprendo outras bem importantes...), jovem e faminta por conhecimento. Mas ao mesmo tempo pensei no meu pai, que enfrentou uma situação parecida, se não pior. E apesar de simples, somente agora, com maturidade e através do filme, tive um pouco mais de empatia pra entender a sua situação que tanto já me revoltou.
Muitos filmes acabam se tornando atemporais, exatamente por discutirem temas sempre presentes na sociedade, e este é um deles. A não ser que o capitalismo seja extinto e passemos a viver em harmonia e com outra formação de valores e de sociedade. (o que parece bem utópico).
Li numa crítica na internet, a comparação deste filme com um crime ocorrido no Brasil, de uma mulher que encomendou a morte de uma concorrente. Visto este fato, considerando a idéia absurda do filme, impossível não é, certo?!
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
"De repente é amor" de Nigel Cole - 2005

"Marcas da violência" de David Cronenberg - 2005

sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Filmes do mês - agosto
-Videodrome de David Cronenberg - (2)
-O segredo de Berlim de Steven Soderbergh - (3)
-O Homem Com Uma Câmera, de Dziga Vertov - (3)
-Nanook of the North de Robert Flaherty - (3)
-Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman - (3)
-Estranhos no Paraíso, de Jim Jarmusch - (3)
-A volta do todo poderoso de Tom Shadyac - (2)
-Simpsons -O Filme de Davis Silverman - (2)
-Blow Out de Brian De Palma - (4)
-The Secret de Drew Heriot - (1)
-Capote de Bennett Miller - (1)
-Ratatouille de Brad Bird - (3)
-Barton Fink de Joel e Ethan Coen - (2)
*Revistos
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
"Corações e mentes" de Peter Davis - 1974
Utilizando a proposta de Nichols sobre a classificação de documentário, encontraríamos a presença do “discurso direto” por utilizar entrevistas e um pouco do “cinema direto” onde Davis utilizou imagens de arquivo da Guerra. Não há uma narração no “estilo voz-de-Deus”, porém há presença de outros elementos que aproximariam o documentário de algo como “auto-reflexivo”: uma mistura de todos esses recursos. Também há a presença de uma voz própria, dificuldade que Nichols aponta no discurso direto (apenas entrevistas) e no cinema direto (apenas imagens).
O documentário acaba se tornando extenso, talvez por essa preocupação em mostrar vários pontos de vista, e ainda consegue construir uma visão crítica, instigando o espectador a refletir sobre os horrores da Guerra de Vietnã e sobre as verdadeiras vítimas dessa guerra: todos os soldados, familiares e a ignorância de um povo que acaba sendo manipulado pelo seu governo, em virtude de interesses próprios.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
"Videodrome" de David Cronenberg - 1983

sexta-feira, 24 de agosto de 2007
"O segredo de Berlim" de Steven Soderbergh - 2006

"Estranhos no Paraíso" de Jim Jarmusch - 1984

segunda-feira, 20 de agosto de 2007
"A marcha dos pingüins" de Luc Jacquet - 2005

"A volta do todo poderoso" de Tom Shadyac - 2007

Acredito que foi essa profissão que me escolheu e não eu a ela. Porquê?! Porque o cinema pra mim, além de ser uma mídia de veiculação em massa, é a oportunidade de se ter "voz" ou pelo menos representar a voz de algo ou alguém e transmitir mensagens, pensamentos, conscientizações, reflexões, etc. É a chance de semear algo dentro do público e quem sabe influenciar de forma positiva, pelo menos uma pessoa, e se isso acontecer já terá valido a pena.
Sei que essa mesma mídia acaba sendo usada, muitas vezes, com outras intenções, às vezes negativas, mas prefiro ver com bons olhos todos os filmes, muitas vezes considerados bobos pro público intelectual e "cult" do cinema. Praticamente todos, tem algo de bom a ser extraído. (eu disse "quase" todos).
A volta do todo poderoso é um filme considerado bobinho, mas achei a mensagem tão tão legal. Fala de família e de se manter unido, mesmo quando tudo parece desabar. Fala de amor e de companheirismo.
É um filme engraçadinho, mas que semeou uma reflexão sobre Deus e sobre a forma que ele age em nossas vidas. Deus no filme, representado pelo Morgam Freeman, alega que quando você pede algo a Ele, não significa que Ele te dará de mãos beijadas, mas criará situações para que você possa realizá-la. Exemplo: Se você quer ser corajoso, ele não dará coragem, ele criará situações para que você seja corajoso. Ele abre caminhos e você deve aproveitar a oportunidade. E como eu acredito nessa força, nessa energia, nesse algo maior que nós mesmos, e que nada parece ser por acaso, saí do cinema renovada e pensativa. Não foi por acaso que assisti esse filme e isso só reforçou minha certeza de estar no caminho certo.
Não sei fazer críticas bem construídas ainda, não sei tudo sobre cinema e nem chegarei a saber, mas vou me esforçar pra seguir meus princípios e o conhecimento que tenho adquirido no curso e experiência de viver.
Existe sim, um cinema culto, de reflexões bem mais profundas que essa "bobinha", mas também existe um cinema de entretenimento, tolo, divertido, superficial, para servir de bom programa com amigos, namorado, família. Um cinema para ser apreciado e quem sabe até, sirva para animar um dia difícil. Um cinema que não tenho preconceitos e que se existe, não é por acaso.
Não gosto do cinema que é feito para minoria ou para não ser compreendido, isso pra mim é desperdiçar a oportunidade de levantar a "voz" e saber usá-la para o bem. Ele até pode ser importante para outras reflexões, mas cinema pra mim é muito mais que isso.
A volta do todo poderoso é um filme de entretenimento, engraçadinho e com uma mensagem bonitinha. Preconceitos a parte, é um filme leve e para quem acredita que somos apenas parte de algo muito maior que nós mesmos.
Não fala de religião, porque Deus não é religião, Deus é algo presente em tudo e dentro de nós, quanto mais aceitamos que ele realmente existe, mais ele se torna presente. E se realizei tantas coisas até agora, foi por acreditar nessa força.
Tá..sei que parece um discurso inflamado de crente, mas juro que não é. Se as pessoas tivessem só um pouquinho disso dentro do coração, o mundo se tornaria um lugarzinho um pouco melhor. Pena! =)
"Simpsons, o filme" de David Silverman - 2007

Engraçado, divertido, enfim, um típico Simpsons. Não há muito o que falar.
E pra quem ainda for assistir, fique até o final dos créditos, principalmente estudantes de cinema como eu....hahahahaha
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
"Um tiro na noite (Blow out)" de Brian De Palma- 1981
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
"The Secret" de Drew Heriot - 2006

Sei que está bem associado a auto-ajuda, mas fiquei surpresa com a mensagem, porque eu já vinha fazendo isso (o segredo) há algum tempo e obtido sucesso com o pensamento positivo.
Tem quem acredite, tem quem ache uma baboseira, enfim, que o vídeo convence, convence. Achei bem feito, mesmo feito com câmera de vídeo e com cara de tv.
E ainda levanta a discussão do que é um documentário, digo isso porque estou cursando uma disciplina chamada Cinema Documentário em que meu professor insiste em dizer que "A marcha dos pingüins" não é documentário e eu argumento que é, e ainda usando Vertov no meu discurso. Ainda falta muita base teórica pra engrossar meus discursos e análises críticas, por isso ouso escrever por aqui, já praticando um pouquinho do que vem pela frente.
Segue uma lista resumida do que fala o livro que catei por aí:
The Secret – Resumo
O Segredo
* A lei da atração é a lei da natureza. Ela é tão imparcial quanto a lei da gravidade;
* Nada se pode introduzir na sua experiência a menos que você o peça por meio de pensamentos duradouros;
* A fim de saber o que você está pensando, pergunte a si mesmo como está se sentindo. As emoções são ferramentas valiosas que nos dizem instantaneamente o que estamos pensando;
* É impossível sentir-se mal e ao mesmo tempo ter bons pensamentos;
* Seus pensamentos determinam sua freqüência, e seus sentimentos lhe dizem de imediato em que freqüência você está. Quando se sente mal, você está na freqüência em que atrai mais coisas ruins. Quando se sente bem, você está poderosamente atraindo para si mesmo coisas boas;
* Modificadores do Segredo, tais como lembranças agradáveis, a natureza ou sua música predileta, podem mudar seus sentimentos e sua freqüência num instante;
* O sentimento de amor é a freqüência mais alta que você pode emitir. Quanto maior o amor que você sente e emite, maior o poder que você utiliza.
Como Usar o Segredo
* Como o gênio de Aladim, a lei da atração atende a todos os nossos pedidos;
* O Processo Criativo ajuda a criar o que você quer em três passos simples: peça, acredite e receba;
* Pedir ao Universo o que você quer é a oportunidade de ter clareza quanto ao que quer. Quando ficar claro em sua mente, você terá pedido;
* Acreditar implica em agir, falar e pensar como se já tivesse recebido o que pediu. Quando você emite a freqüência de ter recebido, a lei da atração move as pessoas, acontecimentos e situações para que você os receba;
* Receber implica sentir como será assim que seu desejo se manifestar. Sentir-se bem agora o coloca na freqüência que você quer;
* Para perder peso, não se concentre em “perder peso”. Em vez disso, concentre-se em seu peso ideal, Sinta o seu peso ideal e você o atrairá para si;
* O universo não precisa de tempo para produzir o que você quer. É tão fácil produzir um dólar quanto um milhão de dólares;
* Começar com algo pequeno, como uma xícara de café ou com uma vaga no estacionamento, é uma forma simples de experimentar a lei da atração em ação. Projete poderosamente atrair algo pequeno. Ao experimentar o poder que tem de atrair, você irá passar a criar coisas muito maiores;
* Crie seu dia com antecedência pensando no modo como você quer que ele seja, e estará criando sua vida intencionalmente;
Exercícios Poderosos
* A expectativa é uma força de atração poderosa. Espere as coisas que você quer, e não espere as coisas que você não quer;
* A gratidão é um processo poderoso de transformar sua energia e conquistar para a sua vida mais do que você quer. Agradeça pelo que já tem, e irá atrair ainda mais coisas boas;
* Agradecer antecipadamente por aquilo que quer turbina seus desejos e envia ao Universo um sinal mais poderoso;
* Visualização é o processo de criar na mente imagens de você mesmo desfrutando o que quer. Quando você visualiza, gera pensamentos e sensações poderosas de já ter. A lei da atração então devolve essa realidade a você, assim como a viu na sua mente
* Para usar a leite da atração em seu benefício, transforme-o num modo de vida, não em um acontecimento isolado;
* Ao final de cada dia, antes de dormir, repasse os acontecimentos daquele dia. SE algo não se passou como você queria, repita-o em sua mente da forma como gostaria que tivesse sido;
O Segredo para o Dinheiro
* Para atrair dinheiro, se concentre na prosperidade. É impossível atrair mais dinheiro para sua vida quando você se concentra na falta dele;
* É útil soltar sua imaginação e fingir que você já tem o dinheiro que quer. Brinque de ter prosperidade e você se sentirá melhor em relação ao dinheiro; quando se sentir melhor com isso, mais irá fluir para sua vida;
* Sentir-se feliz agora é a forma mais rápida de atrair dinheiro para sua vida;
* Comprometa-se a olhar para tudo de que você gosta, e dizer a si mesmo: “Eu dou conta. Eu posso comprar aquilo”. Você irá mudar sua forma de pensar e começará a se sentir melhor em relação ao dinheiro;
* Dê dinheiro, de modo a atrair mais para a sua vida. Quando você é generoso com o dinheiro e se sente bem em partilhá-lo, está dizendo: “eu tenho muito”;
* Visualize cheques em sua caixa de correio;
* Faça a balança de seus pensamentos pender para a riqueza. Pense rico;
O Segredo para os Relacionamentos
* Quando quiser atrair um relacionamento, tenha a certeza de que seus pensamentos, palavras, ações e ambientes não contradigam seus desejos;
* Sua missão é você. Sem que o primeiro alcance a plenitude, você não ter nada para dar a ninguém;
* Trate a si mesmo com amor e respeito, e irá atrair pessoas que demonstrem amor e respeito;
* Quando se sente mal consigo mesmo, você bloqueia o amor e atrai mais pessoas e situações que continuarão fazendo com que se sinta mal consigo mesmo;
* Concentre-se nas qualidades que adora em si e a lei da atração irá mostrar mais coisas grandiosas sobre você:
* Para fazer um relacionamento dar certo, concentre-se naquilo que aprecia no outro, e não em suas queixas. Quando você se concentra nos pontos fortes, consegue mais do mesmo;
O Segredo para a Saúde
* O efeito placebo é um exemplo da lei da atração em ação. Quando um paciente acredita de fato que o comprimido é uma cura, recebe aquilo em que acredita e acaba curado;
* A concentração na saúde perfeita é algo que podemos fazer dentro de nós, a despeito do que possa estar acontecendo no exterior;
* O riso atrai a alegria, elimina a negatividade e leva a curas milagrosas;
* A doença é retida no corpo pelo pensamento, pela observação da doença e pela atenção dada a ela. Se você está se sentindo indisposto, não fale nisso – Exceto se quiser intensificar o mal-estar. Se ouvir pessoas falarem sobre suas doenças, irá acrescentar energia a estas. Em vez disso, mude a conversa para coisas boas, e dedique pensamentos poderosos à visão daquelas mesmas pessoas com saúde;
* As crenças sobre envelhecimento estão todas em nossa mente, portanto, afaste estes pensamentos de sua consciência. Concentre-se na saúde e na eterna juventude;
* Não dê ouvido às mensagens da sociedade sobre doenças e envelhecimento. As mensagens negativas não servem para você.
O Segredo para o Mundo
* Você atrai aquilo a que resiste, por estar intensamente concentrado nele com emoção. Para mudar alguma coisa, volte-se para si mesmo e emita um novo sinal com seus pensamentos e sentimentos;
* Você não pode ajudar o mundo pela concentração nas coisas negativas. Enquanto se concentra nos acontecimentos mundiais negativos, além de reforçá-los, também introduz mais coisas negativas em sua própria vida;
* Em vez de se concentrar nos problemas do mundo, dedique sua atenção e energia à confiança, ao amor, à abundância, à educação e à paz;
* Nunca ficaremos desabastecido de coisas boas, porque elas são mais do que suficiente para todos. A vida visa à abundância;
* Por meio de seus pensamentos e sentimentos, você tem a capacidade de explorar o manancial ilimitado e traze-lo para sua experiência;
* Louve e abençoe tudo no mundo e você dissolverá a negatividade e a desavença, e se alinhará com a mais alta freqüência – o amor.
O Segredo para Você
* Tudo é energia. Você é um imã de energia, portanto energiza eletricamente tudo para você e se energia eletricamente para tudo o que deseja;
* Você é um ser espiritual. Você é energia, e a energia não pode ser criada nem destruída – ela apenas muda de forma. Portanto, a pura essência de você sempre foi e sempre será;
* O Universo emerge do pensamento. Somos os criadores não só de nosso destino, mas também do Universo;
* Encontra-se a seu dispor um acervo ilimitado de idéias. Todo o conhecimento, todas as descobertas e invenções estão na mente Universal com possibilidades, à espera de que a mente humana venha busca-las. Tudo está contido em sua consciência;
* Todos nós estamos conectados e todos somos um;
* Livre-se das dificuldades do seu passado, dos códigos culturais e das crenças sociais. Só você pode criar a vida que merece;
* Um atalho para a manifestação dos desejos é visualizar como fato absoluto aquilo que se deseja;
* Seu poder está em seus pensamentos, portanto, esteja consciente, ou seja, “lembre-se de lembrar”.
O Segredo para a Vida
* Você precisa preencher o quadro-negro de sua vida com o que deseja;
* Tudo que precisa fazer é sentir-se bem agora;
* Quanto mais usar o poder que tem dentro de si, mais poder irá atrair por seu intermédio;
* O momento de assumir sua magnificência é agora;
* Estamos no meio de uma era gloriosa. Quando pararmos de limitar nossos pensamentos, iremos vivenciar a verdadeira magnificência da humanidade, em cada área de criação.
* Faça o que você ama. Se não souber o que lhe dá satisfação, pergunte: “Qual é a minha alegria?”. Quando se comprometer com ela, irá atrair uma avalanche de coisas alegres, porque estará irradiando alegria;
* Agora que você aprendeu o conhecimento do Segredo, fica a seu critério o que fará com ele. O que escolher será correto. O poder é todo seu.
domingo, 5 de agosto de 2007
"Capote" de Bennett Miller - 2005

Um filme até bem feito, boa fotografia, boa trilha, mas não concordo quando alegam que tem um bom roteiro. Senti que o filme foi uma tentativa sutil de nos comover e provocar emoções intensas, mas o personagem de Truman era extremamente irritante com aquela voz. Se era uma imitação fiel ou não, comprometeu uma compreensão melhor do filme.
Como opinião pessoal achei o filme cansativo e entediante. Na maior parte do tempo tinha vontade de desligar e deixar de lado, mas insisti em assistir, esperando talvez, uma reviravota na trama (que obviamente não veio).
O que ficou mais claro pra mim, foi quando o persongem Capote diz que ele e Perry pareceram ter sido criados na mesma casa, mas Perry (um dos assassinos) saiu pela porta dos fundos e Capote pela da frente. A minha interpretação é de que Capote tem a mesma mente doente, sensível, falsa, mas que Perry virou bandido e ele um escritor manipulador.
Enfim, foi um filme premiado e tem quem goste, mas eu não conseguiria ver de novo, não por enquanto.