terça-feira, 2 de setembro de 2014

Filmes do mês: agosto, setembro e outubro

São atualizados no decorrer do mês. 

24C-"Trash - a esperança vem do lixo" de Stephen Daldry 2014 BRA/EUA (3)
23D-"O fabuloso destino de Amélie Poulain" de Jean-Pierre Jeunet 2001 FRANÇA (5)*
22D-"Amor por contrato" de Derrick Borte 2010 EUA (3)*
21T-"Meu passado me condena" de Julia Rezende 2013 BRASIL (0)
20T-"A estranha vida de Timothy Green" de Peter Hedges 2011 EUA (3)
19X-"Muito além do peso" de Estela Renner 2013 BRASIL (3)
18C-"Rio, eu te amo" de Vários 2014 (2)
17B-"Criança, a alma do negócio" de Estela Renner 2009 BRASIL (4)*
16C-"No olho do tornado" de Steven Quale 2014 EUA (0)
15C-"Magia ao luar" de Woody Allen 2014 EUA (2)** 14C-"Lucy" de Luc Besson 2014 FRANÇA (4)
13D-"Picnic na montanha misteriosa" de Peter Weir 1975 AUSTRÁLIA (3)
12T-"Divergente" de Neil Burger 2014 EUA (2)
11X-"Eu, maior" de Fernando e Paulo Schultz 2013 BRASIL (3)
10C-"Deus não está morto" de Harold Cronk 2014 EUA (1)
09D-"Uma onda no ar" de Helvécio Ratton 2002 BRASIL (2)***
08T-"A vida em um dia" de Kevin Macdonald 2011 (5)*
07C-"Não pare na pista - a melhor história de Paulo Coelho" de Daniel Augusto 2014 BRASIL (2)
06T-"Carrie - a estranha" de Kimberly Peirce 2013 EUA (0)
05C-"Chef" de Jon Favreau 2014 EUA (3)**
04D-"Monty Python - O sentido da vida" de Terry Gilliam 1983 Reino Unido (2)
03D-"Segunda-feira ao sol" de Fernando León de Aranoa 2001 ITA, FRA e ESP (2)
02T-"Atraídos pelo destino" de Andrew Bergman 1994 EUA (2)
01T-"A origem da vida" de Dennis Lee 2012 EUA (2)

*Filmes Revistos
**Clube do Professor

*** Projeto Pipoca - Instituto Lagoa Social 
Organização: Ordem crescente - em números.
Nome do filme + diretor + ano + país
Códigos: X (internet), B (baixado), C (cinema), D (dvd acervo pessoal), L (locadora), T (tv), M (mostra), A (aula), V (avião)
Notas:
(0) dispensável
(1) ruim ou fraco
(2) razoável
(3) bom - técnica ou emocionalmente
(4) muito bom - rolou um punctum
(5) excelente - marcou minha vida
(P) prazer culpado (tecnicamente ruim, mas adorei)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"O menino e o mundo" de Alê Abreu (2014)

 
O autor deste filme estava cansado das (super) animações que existiam e quis fazer algo DIFERENTE. Não melhor, apenas diferente. E criou uma obra-prima unindo seus 'rabiscos' e uma boa história. Seu filme está rodando o mundo e recebendo os principais prêmios do cinema de animação. Para mim, é o melhor filme de animação já realizado, pela simplicidade e profundidade que apresenta.
 
O traço simples do rabisco aproxima o público do criador, pois é na sua fragilidade e imperfeição, que percebemos a capacidade da criatividade e inovação humana. Somos capazes de ver que foi um ser humano que desenhou cada frame desta obra, diferente das animações atuais, onde não sabemos mais onde começa a produção humana e onde termina o trabalho da máquina. A perfeição afastou nosso olhar da singela criação.
 
Um menino que vive numa área rural (super lúdica) aventura-se no universo urbano, em busca de seu pai. É pelo olhar dessa criança que percebemos todo o impacto que a ação humana provoca no outro. A desigualdade social, a poluição, a produção em série, a sociedade do consumo e espetáculo, a exploração do trabalho, a infelicidade, o grito de liberdade das massas, o silêncio da repressão e o papel fundamental do educador de plantar sementes entre aqueles que são a esperança do futuro, as crianças.
 
Estes são alguns dos temas presentes nesta linda animação, praticamente sem fala, mas repleta de belíssimas metáforas e uma trilha sonora impecável.
 
 
 
Se você não viu ainda, recomendo que veja. E se inspire com o trabalho de Alê Abreu, que só queria fazer algo DIFERENTE do que todo mundo está acostumado a fazer cada vez melhor: o cinema de animação! =) <3 font="">

Filmes do mês: junho e julho

São atualizados no decorrer do mês. 

12T-"Star Treck - além da escuridão" de J.J. Abrams 2013 EUA (2)
11T-"Ligados pelo crime" de Jieho Lee 2007 EUAeMéxico (2)
10T-"Cartas para Deus" de David Nixon 2010 EUA (P)
09T-"Coach Carter - treino para a vida" de Thomas Carter 2005 EUA (3)*
08T-"Pixote - a lei do mais fraco" de Hector Babenco 1980 BRASIL (3)
07C-"A culpa é das estrelas" de Josh Boone 2014 EUA (1)
06T-"Entre o céu e o inferno" de Craig Brewer 2006 EUA (2)
05C-"Transcedence - a revolução" de Wally Pfister 2014 EUA (3)
04T-"Minha mãe é uma peça" de André Pellenz 2012  BRASIL (0)
03T-"Virada radical" de Jessica Bendinger 2006 EUA (1)
02C-"Mitã" de Território do Brincar 2014 BRASIL (3)
01C-"O menino e o mundo" de Alê Abreu 2014 BRASIL (5)


*Filmes Revistos
**Clube do Professor
***Curta no Intervalo
Organização: Ordem crescente - em números.
Nome do filme + diretor + ano + país
Códigos: X (internet), B (baixado), C (cinema), D (dvd acervo pessoal), L (locadora), T (tv), M (mostra), A (aula), V (avião)
Notas:
(0) dispensável
(1) ruim ou fraco
(2) razoável
(3) bom - técnica ou emocionalmente
(4) muito bom - rolou um punctum
(5) excelente - marcou minha vida
(P) prazer culpado (tecnicamente ruim, mas adorei)

domingo, 1 de junho de 2014

Eu sou fã do FAM!

 
Mostra Outros Olhares - Curtas

"La puerta falsa" de Jörg Hiller 2001 COLÔMBIA (2)
"A classe de órgano" de Juan Carlos Maneglia 1990 PARAGUAI (3)
"El hombre de una sola nota" de Frank Pineda 1988 NICARAGUÁ (1)
"Me gustas cuando callas" de Fernando Benítez Ontiveros 2002 MÉXICO (1)
"Com nubes em los ojos" de Helkin R. Díaz 2005 COLÔMBIA (1)
"Agri ve dag" de Hasan Serin 2013 TURQUIA (2)
"Buhar" de Abdurrahaman Öner 2012 TURQUIA (4)
"Musa" de Serhat Karaaslan 2012 TURQUIA (2)
"Gerayis" de Cetin Baskin 2011 TURQUIA (2)

Mostra de Curtas Mercosul

"Satúrnica" de Cesar Netto 2013 SP BRASIL (2)
"Jairboris"  de Lincoln Péricles 2014 SP BRASIL (2)
"O jogo" de Pedro Coutinho 2013 SP BRASIL (3)
"Des(pecho)trucción" de María Ruíz 2013 VENEZUELA (3)
"O filho pródigo" de Felipe Poroger 2014 SP BRASIL (1)
"A navalha do avô" de Pedro Jorge 2013 SP BRASIL (4)
"Pekin" de Nicolás León Tannchen 2013 ARGENTINA (2)
"Diários daltônicos" de Patrícia  Monegatto 2014 SC RS BRASIL (3)

Mostra de Longas e Docs Mercosul

"La paz" de Santiago Loza 2013 ARGENTINA (2)
"A oeste do fim do mundo" de Paulo Nascimento 2012 BRASIL, ARGENTINA (1)
"El vals de los inútiles" de Edison Cájas 2014 CHILE (2)
"Cidade de Deus - 10 anos depois"  de Cavi Borges e Luciano Vidigal 2013 BRASIL (3)
"Revelando Sebastião Salgado" de Betse de Paula 2013 BRASIL (2)

Mostra Infantojuvenil

"Super plunf" de Camila Rumpf e Henrique Oliveira 2014 SC BRASIL (2)

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Notas:
(0) dispensável
(1) ruim ou fraco
(2) razoável
(3) bom - técnica ou emocionalmente
(4) muito bom - rolou um punctum
(5) excelente - marcou minha vida
(P) prazer culpado (tecnicamente ruim, mas adorei)

"Praia do futuro" de Karim Ainouz (2014)

 
Um filme de (um) homem sobre uma história de amor entre homens. Um filme corajoso e necessário ao contar uma entre tantas histórias que poucos se atrevem a contar. Que mostra o que poucos se atrevem a mostrar. Os corpos nus dos personagens se contrastam com a ausência da frequente nudez feminina. É o corpo do homem que invade a tela e se deixa invadir por outro homem. Homem escancarado porque é preciso escancarar o que tanto é reprimido. Sexo não é inimigo.
 
Minha surpresa começa pelo título. Mal sabia eu que existia uma praia com esse nome. Praia do futuro, onde tudo (e  o agora) acontece no filme. É nela que Donato (Wagner Moura) trabalha como salva-vidas e se esconde da sua homossexualidade. É lá que Donato conhece o motoqueiro alemão Konrad (Clemens Schick), fragilizado pela perda do amigo que Donato não foi capaz de salvar. É nela que Ayrton (Jesuita Barbosa) se inspira, ao ver seu irmão Donato como um herói, um Aquaman. Um homem do mar, sem saber que é no mar que ele se esconde de si mesmo. E é dela que o casal se despede, para construir a própria história em outro lugar e em um novo lar.
 
É uma história simples e delicada, com os dilemas comuns a todos nós. Sobre alguém que assume o controle da própria vida, quando se permite conhecer o novo, enfrentando o medo de si mesmo para viver sua própria verdade e história, ainda que permaneça em estado de fuga, de si, do outro e do mundo. E quem foge, em algum momento, precisará se reencontrar.
 
Ayrton representa esse papel do reencontro. Do incômodo. Daquilo com o que não queremos lidar. Konrad representa o frescor do novo, do desconhecido, do delicioso convite à aventura da vida. E Donato nos representa, em cada dilema humano, ao ter que decidir ficar em sua zona de conforto ou buscar a própria verdade, representada pela manifestação da sua sexualidade, inerente à identidade humana.
 
Negar-se é negar a própria existência e viver em constante estado de prisão, recusando a leveza da vida. É preciso ser o que se é, em estado pleno, em total entrega. Aceitar-se parece ser o caminho mais rápido para a felicidade!
 
Praia do futuro parece indicar um cinema e mundo do futuro, em que todas as histórias poderão ser contadas e vivenciadas com total entrega. É o que eu espero! =)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Filmes do mês: abril e maio

São atualizados no decorrer do mês. 

19T-"Forrest Gump - o contador de histórias" de Robert Zemeckis 1994 EUA (4)*
18T-"A família Addams" de Barry Sonnenfeld 1991 EUA (P)
17T-"Era uma vez" de Breno Silveira 2008 BRASIL (1)
16C-"Praia do futuro" de Karim Ainouz 2014 BRASIL (4)**
15T-"A era do rádio" de Woody Allen 1987 EUA (3)
14T-"William & Kate" de Linda Yellen  2011 EUA (1)
13C-"Getúlio" de João Jardim 2014 BRASIL (3)**
12T-"O pequeno Nicolau" de Laurent Tirard FRANÇA (5)*
11C-"Os filhos do padre" de Vinko Bresan 2013 CROÁCIA (3)
10T-"O homem que mudou o jogo" de Bennett Miller 2012 EUA (4)
09T-"Elefante branco" de Pablo Trapero 2012 ARGENTINA (2)
08T-"As mil palavras" de Brian Robbins 2011 EUA (1)
07T-"Meu namorado é um zumbi" de Jonathan Levine 2013 EUA (1)
06T-"Sr. Ninguém" de Jaco Van Dormael 2009 EUA (3)
05C-"Noé" de Darren Aronofsky 2014 EUA (2)
04C-"Suzanne" de Katell Quillévéré  2013 FRANÇA (3)
03C-"Uma viagem extraordinária" de Jean Pierre Jeunet 2013 FRANÇA/EUA (4)
02C-"O amor é um crime perfeito" de Jean-Marie e Arnaud Larrieu 2013 FRANÇA (2)
01C-"Eu, mamãe e os meninos" de Guillaume Gallienne  2013 FRANÇA (4)
 
*Filmes Revistos
**Clube do Professor
***Curta no Intervalo
 
Organização: Ordem crescente - em números.
Nome do filme + diretor + ano + país
Códigos: X (internet), B (baixado), C (cinema), D (dvd acervo pessoal), L (locadora), T (tv), M (mostra), A (aula), V (avião)
 
Notas:
(0) dispensável
(1) ruim ou fraco
(2) razoável
(3) bom - técnica ou emocionalmente
(4) muito bom - rolou um punctum
(5) excelente - marcou minha vida
(P) prazer culpado (tecnicamente ruim, mas adorei)

quarta-feira, 19 de março de 2014

"Ela" de Spike Jonze 2013 EUA

 

Eu não vou falar sobre a belíssima fotografia desse filme, que imprime em cada tomada, o estado de espírito do personagem, em sua insignificância, solidão ou profunda paixão e confusão. Estados de espírito que todos passamos ou passaremos em nossas vidas amorosas.

Não vou falar da direção de arte minimalista, que nos apresenta um futuro possível, na simplicidade das cores sóbrias, decoração clean e no destaque quente para o quê e quem mais importa na história contada.


Não vou falar dos trabalhos anteriores do diretor/roteirista (fingindo que sei isso de 'cor'), nem do reconhecimento que teve ao ser premiado este ano com o Oscar de melhor roteiro original, por contar a história de um homem que se apaixona por um sistema operacional num universo onde isso é comum (e cada vez mais realista), quando na verdade, o que ele queria (e assume), era falar sobre relacionamentos e os estados de espíritos pelos quais passamos, em cada etapa de nossas vidas amorosas.

Não vou nem falar do nome dos personagens ou atores que os interpretam, quando poderiam ser apenas Ele e Ela. Esse ela, que é só um outro, sem rosto, sem toque, sem sexo, só voz.

Não vou falar e nem trazer referências possíveis, já que o filme aborda questões contemporâneas como o isolamento social, o ciberespaço e as novas relações com as novas mídias; as aproximações com o pós-humano e o contexto social desapegado à matéria.

Eu prefiro não. Eu prefiro não!

Eu vou falar com a alma, porque esse filme tocou minha alma ou alguma coisa muito profunda dentro de mim, que prefiro chamar de alma. É de lá que vou falar desse filme, porque coisa assim me parece rara. E tudo que é raro, é especial!

E faço isso acompanhada da trilha sonora desse filme, boa parte composta por Arcade Fire (seja lá o que isso significa), que eu não conheço, não conhecia e não pesquisei nada para aqui escrever sobre. Mas é uma trilha que me marcou profundamente, que toca no som do meu carro enquanto devaneio pelas ruas da cidade, às vezes sorrindo, às vezes em lágrimas, ora agradecendo por estar viva, ora por ter vivenciado um momento difícil, e de vez em quando me faz lembrar desse filme, dessa sensação do vento tocando meu rosto, de girar de felicidade, de chorar durante o banho quando sinto a mais profunda solidão.

 

Solidão que já senti no vazio do término de um relacionamento, de enxergar alguém íntimo como um estranho, de viver os dias sem ânimo, ligar o piloto automático da vida, de achar que a dor nunca vai passar, de sentir um buraco dentro de mim,  e depois preenchê-lo quando eu menos esperava. Encher esse buraco de amor, de paixão, amizade, carinho, felicidade. De me descobrir no outro e tudo fazer sentido. De compreender que toda a dor valeu a pena para vivenciar tanto amor. De encontrar equilíbrio no outro e em mim. De encontrar paz! Encontrar pureza. Encontrar delicadeza! E não se importar mais com o mundo, com o que os outros pensam e acham, mas só com o mundo dentro de mim. De aprender a amar e ser amada incondicionalmente!


E ainda que esse dia chegue, de compreender o amor incondicional, os conflitos internos nunca terminam, não é mesmo?! Continuamos buscando respostas para o que sentimos e esperamos que os outros possam aliviar nossa dor, mas a verdade é que ninguém 'outro' sabe, só você sabe o que vive, o relacionamento que vive e como se sente nele. 

O que você acha? pergunta ele a ela, uma amiga. "Eu não sei. Eu não estou nesse relacionamento pra saber!" 

Mais do que um homem que se relaciona com um sistema operacional, é um filme sobre os altos e baixos dos relacionamentos amorosos. Um filme sobre ele e ela, mas ELA é só o outro. É só uma voz, um alguém, uma projeção de alguém. É um filme sobre a dor do fim, a dor da insegurança, a dor de não ser mais amado ou ser incapaz de amar e se entregar. É também um filme sobre a paz e alegria de amar, de aprender a amar e ser alguém melhor, nem que seja para alguém que ainda irá surgir.


É um filme que toca cada pessoa de uma maneira, já que cada pessoa no momento em que assiste, está vivenciando diferentes tipos e níveis de amor. Há os que nunca se apaixonaram e talvez não compreendam a poesia visual deste filme. Sentir por imagens. Estar num lugar, mas se sentir em outro ao fechar os olhos, ao ouvir uma música, ao lembrar de um beijo ou voz. 

Há os que estão apaixonados, e talvez achem o filme incapaz de dar conta de toda a explosão que sentem. Explosão inexplicável. Pura cegueira! Amor idealizado.

Há os que acabaram de romper ou estão infelizes na relação que vivem, e ver este filme é se identificar com a dor do vazio ou da relação que se desgasta com o tempo. Do amor idealizado que não se confirma. Da angústia de se deparar apenas com uma projeção do outro, mas jamais com ele mesmo. É se identificar com toda a incompreensão, insegurança, controle e mudança que um relacionamento sofre. Pessoas que se transformam de maneiras diferentes e nem sempre continuam fazendo sentido juntas. Tornam-se incompatíveis, mas demoram a perceber ou não estão prontas ainda.

Há os que amam! Que sentem um amor incondicional pelo outro, que não é filho, nem parente, mas um grande amor, um parceiro, que não é sangue do seu sangue, mas um estranho que se torna íntimo e alguém que te conhece em toda sua profundeza de qualidades e defeitos. Que ama incondicionalmente o 'pacote completo'. Que torce pelo outro, mesmo que isso signifique libertá-lo de si. Que mostra o mundo, ensina e apresenta coisas novas (livros, filmes, ideias, amigos,...) e ajuda a tornar o outro uma pessoa melhor, mas ao fazer isso, às vezes, precisa lidar com a insignificância que passa a ser e ter para o outro, e precisa libertar esse outro para vê-lo feliz. O mais puro amor incondicional!

E há aqueles que compreendem que o amor incondicional é eterno enquanto dura e que...tudo bem! Tudo bem! Contagia-se com um pouquinho que o outro deixa de si e prepara-se para encontrar novamente o amor. Coloca-se a disposição para o que der e vier e ser feliz sozinho ou acompanhado, mas sempre completo! O amor incondicional por si mesmo! =)

E há ainda outros tipos mais de amor, indefiníveis, inexplicáveis, inconstantes, que não se pode medir, definir em palavras, que só sentimos e passamos a vida tentando compreender. Quem sou eu para estar aqui fazendo isso, não?!

Nem ele, em 'Ela', é capaz de se compreender... 


E às vezes, mas só às vezes, alguns filmes, músicas, livros, histórias, sempre histórias, nos ajudam nesse processo. Confirmando ou acrescentando sobre o tipo de amor que sentimos!


'Ela' me toca desta maneira. Fala do amor de diferentes formas. E como é difícil descrever o amor, não?! Como é difícil entender o amor nessa tentativa trágica de rotular quando ele não se encaixa em nada. Ele só....é. Só existe. Só nos invade. Só nos ensina. Permite. Engana. Machuca. Cura. Contagia. 

O amor. Ela. Ele. Nós. Você. E só. =)