quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Chapolin estará nas telonas do cinema em 2011

Dirigido pelo próprio Roberto Gómez Bolaños, filme pode ser em 3D

Um dos personagens mais queridos da década de 90 irá voltar. O Chapolin Colorado estará nas telonas do cinema em 2011.

De acordo com a site Chavo del 8, o roteiro tem previsão para estar pronto no primeiro trimestre de 2011. O longa poderá ser gravado em 3D e terá Roberto Gómez Bolaños, que deu a vida ao personagem, como roteirista.




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Filmes do mês - dezembro

São atualizados no decorrer do mês.

11L-“Beleza americana” de Sam Mendes 1999 (4)*
10T-“Ela é a poderosa” de Garry Marshall 2007 (2)
09C-“A rede social” de David Fincher 2010 (4)
08L-“Sonhos roubados” de Sandra Werneck 2009 (2)
07L-“Kick-ass – Quebrando tudo” de Matthew Vaughn 2010 (3)
06L-“Cartas para Julieta” de Gary Winick 2010 (2)
05T-“Antes só do que mal casado” de Bobby & Peter Farrelly 2007 (1)*
04T-“O quarto do pânico” de David Fincher 2002 (3)*
03T-“Todas contra John” de Betty Thomas 2006 (2)*
02T-“Carlota Joaquina, princesa do Brasil” de Carla Camurati 1994 (3)*
01T-“O silêncio do lago” de George Sluizer 1993 (3)*

*Filmes Revistos Organização: Ordem crescente - em números.

Nome do filme + diretor + ano.
Códigos: C (cinema), D (dvd acervo pessoal), L (locadora), T (tv).

Notas:
(0) dispensável
(1) ruim
(2) razoável
(3) bom
(4) muito bom
(5) excelente
(P) prazer culpado (tecnicamente ruim, mas adorei)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"A Origem" e Johnny Depp fazem sucesso com usuários do IMDB.com

BOB TOURTELLOTTE

A genialidade de Chris Nolan no filme que se passa dentro dos sonhos conquistou muitos fãs ao redor do mundo, que o elegeram o melhor filme do ano. O elenco de ''A Origem'' traz sete atores que já foram indicados ao Oscar

LOS ANGELES, EUA - "A Origem" realmente calou fundo na mente dos usuários do site IMDB.com, um banco de dados sobre cinema na internet. O site divulgou nesta segunda (20) sua lista anual dos 25 maiores filmes e 25 maiores astros de 2010, definidos pelas buscas realizadas por seus usuários, uma votação e rankings. "A Origem," thriller de ficção científica com Leonardo DiCaprio sobre um grupo de pessoas que penetram na mente de outras para investigar segredos corporativos, foi escolhido o melhor filme de 2010 pelos usuários.

Três desenhos animados estão entre os 5 melhores filmes, incluindo "Toy Story 3" (segunda posição), "Como Treinar o Seu Dragão" (quarto lugar) e "Enrolados" (quinto). "A Rede Social," um drama sobre a criação do Facebook, foi o número três.

O filme de ação para crianças "Kick-Ass - Quebrando Tudo," que não fez sucesso comercial a despeito das críticas positivas, foi o sexto colocado. Completam a lista "Ilha do Medo" (sétima posição), "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" (oitavo), outro fracasso de bilheteria admirado pela crítica, "Scott Pilgrim Contra o Mundo" (nono) e "Atração Perigosa" (décimo).

O filme mais recente da série "Crepúsculo" não entrou para a lista dos 25 maiores filmes, mas dois de seus atores - Kristen Stewart e Robert Pattinson - foram os segundo e terceiro colocados na lista dos 25 maiores astros, respectivamente, atrás de Johnny Depp. Taylor Lautner, seu colega de elenco, foi apenas o 14o. Leonardo DiCaprio foi quarto colocado, e Brad Pitt, o quinto.
Apenas duas atrizes além de Stewart estão entre as Top 10: Megan Fox (nona posição) e Zoe Saldana (décima). A lista completa pode ser vista no site www.imdb.com.

Confira a lista completa dos 25 filmes e dos 25 astros mais populares:

FILMES

1. "A Origem"

2. "Toy Story 3"

3. "A Rede Social"

4. Como Treinar Seu Dragão"

5. "Enrolados"

6. "Kick-Ass"

7. "Ilha do Medo"

8. "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1"

9. "Scott Pilgrim Contra o Mundo"

10. "Atração Perigosa"

11. "Enterrado Vivo"

12. "Ip Man 2"

13. "Meu Malvado Favorito"

14. "O escritor Fantasma"

15. "Inverno da Alma"

16. "Minhas Mães e Meu Pai"

17. "Four Lions"

18. "Deixe Ela Entrar"

19. "Machete"20. "A Mentira"

21. "Incontrolável"

22. "Megamente"

23. "Homem de Ferro 2"

24. "Red - Aposentados e Perigosos"

25. "Unthinkable"

ASTROS E ESTRELAS

1. Johnny Depp

2. Kristen Stewart

3. Robert Pattinson

4. Leonardo DiCaprio

5. Brad Pitt

6. Robert Downey Jr.

7. Christian Bale

8. Gerard Butler

9. Megan Fox10. Zoe Saldana

11. Angelina Jolie

12. Tom Cruise

13. Ryan Reynolds

14.Taylor Lautner

15. Zoey Deschanel

16. Matt Damon

17. Nicolas Cage

18. Dakota Fanning

19. Bruce Willis

20. Natalie Portman

21. Rachel MacAdams

22. Mila Kunis

23. Sandra Bullock

24. Emma Stone

25. Scarlett Johansson

Exposição de Playmobil reproduz cenas de obras de arte

DA EFE

O Museu de Reproduções Artísticas da cidade espanhola de Bilbao acolhe a exposição "Berre-click artea", na qual centenas de clicks --as pequenas figuras de Playmobil-- protagonizam diferentes cenas de expressões artísticas.

Assim, os clicks reproduzem a fotografia "A Morte de um Miliciano", de Robert Camada, a imagem mais famosa da Guerra Civil; ou da cena "Almoço no Mais Alto do Arranha-céu", obtida por Charles Ebbet durante a construção do Rockefeller Center em Nova York. Já o mundo da música conta com uma representação da famosa fachada do disco "Abbey Road", dos Beatles.

Também há reproduções dos quadros de "A Última Ceia", "A Rendição de Breda", "As Meninas" e "Os Fuzilamentos do Três de Maio".

Filme "Deserto Azul" retrata vazio existencial em Brasília futurista

SILAS MARTÍ
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

É madrugada no Planalto Central. Uma equipe de filmagem aproveita o azul radiante do céu noturno para gravar as cenas de um filme que transforma Brasília num deserto estranho e futurista.

Os atores, fotógrafos e contrarregras, eletrizados pela cafeína, consultam versões do roteiro no iPad do diretor Eder Santos.

Na cena daquela noite, os atores Odilon Esteves e Ângelo Antônio contracenam nus, em camas lado a lado, amarrados a emaranhados de fios. Eles vivem o mesmo personagem --jovem e velho. Falam de dobras no espaço e no tempo que tornam possível a convivência etérea na Brasília pós-tudo.

O ator Odilon Esteves em cena de "Deserto Azul", filme do artista plástico e cineasta Eder Santos
"É um futuro reduzido de gente", afirma o artista plástico e cineasta Santos. "Brasília ainda dá essa visão um pouco vazia, que não é algo comum nas cidades de hoje."

No mês que passaram gravando na capital federal, o diretor e sua equipe ficaram no hotel Nacional, símbolo agora decadente da era de ouro que seguiu a inauguração de Brasília, há 50 anos.

Quase toda a filmagem se concentrou na caixa de vidro do lado de fora do Centro Cultural Banco do Brasil, espécie de QG da produção, onde armou-se um estúdio, com os figurinos e todos os cenários.

No trajeto de ida e volta, cruzavam o amplo horizonte do cerrado, o céu que roça o chão num contraste entre vermelho e azul profundos.

E mesmo numa cidade onde tudo é um marco, monumento pensado por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, Santos saiu em busca de pontos, ângulos e becos anônimos.

FUTURO ÁRIDO
"Penso um pouco nessa coisa do futuro, nessa aridez", diz o diretor. "Isso está presente na arquitetura daqui, acho que é possível tornar Brasília anônima, o clima desértico, sem árvores."
Na trama algo confusa de "Deserto Azul", um garoto recebe estranho convite para uma festa. Lá, encontra uma mulher que passa a perseguir por ambientes que lembram Brasília --horizontes esgarçados, despovoados, com poucos carros e máquinas.

Seu desejo é transcender, como repete em monólogos extensos no filme. Não há indicação clara do que seja tal transcendência, mas isso se ilustra com a travessia de um deserto azulado e voltas pela cidade em táxis com telas de plasma no lugar das janelas.

"Vemos algumas paisagens, avenidas com prédios futuristas, cheios de letreiros luminosos", diz uma indicação no roteiro. "Ele observa a paisagem. Olha prédios passarem, reflexos coloridos."

São ecos de certo vazio existencial que Santos também enxerga no urbanismo ralo de Brasília, com vastos descampados e gente que não se entrosa, extensão coletiva dos traços meio ensimesmados do protagonista de seu filme, ainda sem data definida para estrear.

"Essa ideia só existe ali até hoje, essa coisa de colocar as pessoas na cidade de maneira diferente", diz Santos. "É outra escala, não sei se utópica, porque existe e funciona, mas é muito estranho, frio."

Essa frieza também aparece nas obras de artistas que Santos escalou para compor seus cenários.
Uma sauna de Adriana Varejão opõe certo minimalismo ortogonal à intimidade dos relatos. Carlito Carvalhosa empresta uma árvore flutuante ao quarto em que o jovem protagonista conversa com sua versão envelhecida.

Todos parecem sublinhar esse modernismo estranho que se quer futuro.
O jornalista SILAS MARTÍ viajou a convite da produção de "Deserto Azul"

Uma década no cinema do século 21: nada será como antes?

Parafraseando um antigo programa da BBC (que influenciou muita gente boa), esta foi a década que foi. Não exatamente um momento de felicidade no planeta Terra _ por que seria no cinema?
E no entanto coisas interessantíssimas aconteceram. Entre elas:

A grande crise. A década começou com o mercado de consumo de ingressos de cinema em festa, com 1 bilhão e 58 milhões de bilhetes vendidos apenas nos EUA e Canadá. Descontado o pique de 2009 –quando Avatar, sozinho, representou um aumento de 15% de vendas – o tombo foi gradual e grande, pior a partir da recessão de 2008, quando a crise no mercado imobiliário norte-americano virou uma bola de neve de repercussões internacionais. Nos últimos três anos da década os grandes estúdios que fazem parte da Motion Picture Association of America produziram menos 12% em número total de títulos por ano – de 920 em 2005 para 677 em 2009.

Mas esse impacto foi maior e mais profundo que apenas um encolhimento: as fontes de financiamento da produção secaram, diminuindo radicalmente as opções para projetos independentes e co-produções internacionais. Em pânico com a retração do consumo, os estúdios produziram não apenas menos, mas mais do mesmo: a partir de 2008 só ganhou luz verde quem podia garantir casa mais ou menos cheia ou, idealmente, bandos de adolescente dispostos a passar o fim de semana inteiro no shopping.

O novo 3D _ Desde meados do século passado a ilusão de profundidade é uma espécie de santo graal do entretenimento audiovisual. Nesta década, o salto quântico da captação e da exibição digital de imagens trouxe de volta a possibilidade da tão sonhada “experiência imersiva”,o abraço total da narrativa. Não é de espantar que o mais dedicado discípulo do novo 3D- James Cameron – tenha sido o responsável pelo mais monstruoso sucesso do formato – Avatar. Com isso, duas coisas ficaram claras: 1. Era possível atrair o público de volta para as salas de cinema e 2. A qualidade do 3D e, sobretudo, o bom uso da tecnologia a serviço de uma história à altura eram essenciais. Em resumo: o 3D não foi a panaceia que muita gente esperava, mas entrou para o arsenal de recursos disponíveis para realizadores curiosos.

O audiovisual pessoal. Enquanto os grandes distribuidores pensavam exclusivamente em levar pessoas para salas de cinema, fabricantes de hardware, software e realizadores imprensados pela falta de opções descobriam que era hora de levar o conteúdo ao consumidor _ onde quer que ela ou ele estivessem. O grande boom da década, mais importante que a corrida a Pandora, foi a multiplicação de plataformas para o que antes se chamava “filme” e que, hoje, é uma série de códigos acessíveis em casa, na rua, no celular, no computador. Nos EUA e Canadá, hoje, é possível ver qualquer filme ou série de TV, legalmente, por muito pouco , sem sair de casa. Isso inclui o cinema do mundo todo, curtas, repertório, seleções de festivais, títulos independentes. Como modelo de negócios, ainda não é o bastante para resolver o impasse da crise financeira. Mas promete.

A maturidade da TV. Sem trabalho no cinemão, com projetos pessoais frustrados e exaustos de tanto correr atrás de um público que preferia ficar em casa, uma parte substancial do talento criativo mudou-se para uma forma de expressão que tem distribuição garantida –a TV. Alguns dos melhores momentos da narrativa audiovisual da década vieram do que mal pode se chamar “telinha” (quando existem à venda televisores de 60 polegadas, alta definição, 3D): da saga mitológica de Lost à investigação existencial de Mad Men; a reivenção do noir, do thriller , do musical, do terror _ e de Sherlock Holmes. O Carlos de Olivier Assayas e os documentários da HBO. O Traffik não-ficção da BBC que ganhou o Oscar com a assinatura de Steve Soderbergh. E, em 2009, três dos melhores filmes da década, disponíveis apenas na TV: a Red Riding Trilogy (foto) do Channel 4 britânico.

O triunfo da animação . Nos primeiros 10 anos do século 21, apenas uma companhia pode dizer que cada um de seus lançamentos foi um sucesso _ a Pixar. De Monstros SA em 2001 a Toy Story 3 em 2010 cada nova produção estabeleceu um novo nível de excelência técnica, um novo marco em popularidade além das convencionais divisões do mercado por idade. A comprovação desse domínio veio com a corrida dos demais estúdios para voltar à animação _ e da Disney para atualizar sua produção in house, culminando com a colocação de John Lasseter, fundador da Pixar, como presidente de animação do estúdio. Sem sindicatos, exigências, escândalos e papparazzi, os atores virtuais colocaram o controle da narrativa nas mãos dos roteiristas e diretores _ e este foi o grande trunfo da Pixar.

A globalização. A vitória de Quem Quer Ser Um Milionário (foto) nos prêmios de 2008 confirmou o que a indústria já sabia _ que talento, histórias e recursos financeiros não tinham visto nem passaporte. É uma tendencia cíclica _ nos anos 1950-60, imprensados com a diminuição da produção nativa, distribuidores e exibidores norte-americanos encheram os cinemas com filmes da fértil filmografia europeia e asiática, na medida para os gostos de uma nova geração. Agora, a crise econômica trouxe investidores coreanos e indianos para a DreamWorks, fechou acordos entre Hollywood e Bollywood e abriu as portas a diretores como Guillermo del Toro, Christopher Nolan, Alejandro Amenabar, Ang Lee, Carlos Saldanha, Peter Jackson, Florian Henckel von Donnesmarck, Neil Blomkamp. E levou a febre do remake ao grau de epidemia.

Brasília vira metrópole anônima em longa de ficção; ouça comentário

DE SÃO PAULO

O longa de ficção científica "Deserto Azul", do videoartista Eder Santos, mostra Brasília transformada numa metrópole anônima e futurista.

A maior parte da filmagem concentra-se numa caixa de vidro do lado de fora do Centro Cultural Banco do Brasil da cidade.

Segundo o repórter da Ilustrada Silas Martí, "mesmo com os traços marcantes de Niemeyer, a capital federal deve virar, no filme, uma espécie de despovoado hi-tech à beira de um horizonte radiante".

No áudio abaixo, o jornalista também destaca as obras de Tamar Guimarães e Louidgi Beltrame. Ambos exploram a Casa das Canoas, uma residência projetada em 1951 por Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro.