São atualizados no decorrer do mês.
13T-"O retorno de Catherine" de Rex Piano 2004 (1)
12C-"Divã" de José Alvarenga Jr. 2009 (2)
11T-"Meu nome não é Johnny" de Mauro Lima 2008 (2)
10T-"Jumanji" de Joe Johnston 1995 (3)*
09T-"A menina errada" de David Jackson 1999 (2)
08T-"Extermínio" de Danny Boyle 2002 (2)
07D-"12 homens e uma sentença" de Sidney Lumet 1957 (4)
06T-"Cidade de Deus" de Fernando Meirelles 2002 (4)*
05T-"Outubro" de Sergei Eisenstein 1927 (4)
04A-"Um homem com uma câmera" de Dziga Vertov 1929 (5)*
03T-"X-men: o filme" de Bryan Singer 2000 (3)*
02C-"Monstros X Alienígenas" de Rob Letterman 2009 (2)
01C-"Presságio" de Alex Proyas 2009 (2)
------
*Filmes Revistos
Organização:
Ordem crescente - em números. Nome do filme + diretor + ano.
Códigos:
A (em aula);
C (cinema);
D (dvd próprio),
L (locadora),
P (pirata),
T (tv).
Notas:
(0) horrível OU nem me pagando pra ver de novo.
(1) ruim OU no máximo de graça.
(2) razoável OU dá pra ver na Sessão da Tarde ou na Tela Quente.
(3) bom OU pra locar na Videolocadora.
(4) muito bom OU esse vale a pena ver no cinema.
(5) excelente OU marcou a minha vida.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Who Wants To Live Forever - Queen
Composição: Brian May
There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams
Yet slips away from us
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment
Set aside for us
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?
----------------
(estado de espírito...= ~)
There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams
Yet slips away from us
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment
Set aside for us
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?
----------------
(estado de espírito...= ~)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
"12 homens e uma sentença" de Sidney Lumet 1957
O filme começa e nos apresenta o final de um julgamento, aonde um adolescente está sendo acusado de assassinar o pai, e o júri precisará se reunir para declará-lo culpado e inocente. Vemos rápidamente um plano desse jovem e em seguida, o júri se reúne numa sala.Quando vi essa cena do júri reunido na sala pensei comigo "O filme não vai ser isso né?". Mas foi. E é fantástico.
Lumet cria 12 personagens marcantes e completamente diferentes. Em cada atuação, percebemos traços de personalidade e valores formados.
São vários planos-sequência aonde o personagem de Henry Fonda acaba convencendo todo o júri de que o garoto é inocente e não culpado, como os 11 haviam votado no começo da reunião.
Ford não acredita que ele seja culpado, mas também não o julga inocente, apenas não tem certeza dos fatos. Eles revisam todas as provas e depoimentos e criam hipóteses não sondadas pelo promotor e pela defesa.
Com as dúvidas, um a um, vai mudando de opinião, até votarem "inocente".
O fantástico do filme não é a história em si, mas como ela é construída e contada. Em um fragmento de história, tendo quase o mesmo tempo do próprio filme e contando com o desempenho dos atores, do diretor, da montagem e obviamente de um roteiro muito bem construído, temos uma obra-prima intrigante.
O filme prende o espectador e traz o grande questionamento sobre a banalidade humana diante de assuntos tão complexos e definitivos.
É obra de gênio.
"Cidade de Deus" de Fernando Meirelles 2002
"Cidade de Deus" retrata a violência urbana brasileira e um pouco do universo do tráfico de drogas e a relação dos personagens e suas motivações.De um realismo fantástico, o filme nos apresenta personalidades marcantes em vários segmentos que envolvem o tráfico.
Por um lado temos os personagens da favela Cidade de Deus, que trilham caminhos opostos. E por outro, personagens que complementam suas relações e atitudes. Vou detalhar alguns deles.
Numa realidade cruel da miséria e da falta de perspectiva, Buscapé, um jovem morador da Cidade de Deus, trilha um caminho diferente do que o esperado. Até tenta se envolver com o crime organizado, por ser uma vida fácil, mas por uma construção de valores ou até por uma falta de coragem talvez, escolhe tentar levar uma vida normal. Estuda, faz estágio, apaixona-se, fuma maconha e contando com o acaso ou não, recebe uma oportunidade como fotógrafo, que o distancia de uma trajetória quase certa para jovens e crianças moradores do morro e inseridos no universo amendrontador do tráfico.
Meirelles opta então em tornar Buscapé o foco principal do filme e o usa como ponto de vista, como narrador, como um alguém que vive num ambiente do qual faz parte.
Não que ele tenha presenciado ou vivenciado tudo, mas morando na Cidade de Deus, não parece difícil deduzir ou saber tudo o que se passa aos arredores.
O filme nos apresenta uma estrutura esquemática do tráfico muito simples: uma boca de fumo, da onde a droga sai, é o trófeu de qualquer traficante. É ela que lhe dá poder e dinheiro. Para preservá-la como a um forte, é necessário ter comparsas que arriscam suas vidas por ela. É necessário ter armas para provocar o medo e o pânico, e se preciso, utilizá-las nas guerras de gangues. E para tudo isso é necessário ter dinheiro, mas se ele não vem com as drogas, tem que vir de algum lugar, e é exatamente isso que gera a violência urbana, que atinge todas as classes. Assalto a bancos, assalto a mão armada, no ônibus, tudo em função do dinheiro e do poder que ele pode dar para jovens sem perspectiva nenhuma de vida.
É essa noção de poder sobre as vidas humanas que os tornam tão cruéis e cegos. Zé pequeno perde acidentalmente o melhor amigo por vingança, Zé pequeno constrói o inimigo Mané galinha, por abusar do seu poder ou do poder de uma arma de fogo e de uma gangue que o apóia, estuprando a namorada e matando a família do Mané galinha. Tudo isso só comprova que violência gera violência e continuará gerando, até que se dê algum basta.
Além disso, a gangue, impõe seus próprios valores na favela. Cria regras próprias de sobrevivência e uma própria estrutura de governo, que favorece os menos favorecidos pela sociedade. Os moradores têm que segui-las ou são punidos e mortos sem piedade.
Sem respeitar qualquer lei ou padrões da sociedade, o tráfico é financiado pelos consumidores e pelos policiais corruptos que comercializam armas e drogas apreendidas. É um mercado ilegal paralelo aos outros mercados. Quase uma escala de progressão, semelhante ao universo humano de início e fim.
As gangues retratadas são apresentadas como exemplos do esquema. Algo que começou pequeno foi progredindo e se transformando. E o filme não exibe nem perspectiva de um final feliz, só mostra sua progressão e continuidade. Os pequenos promissores que matam "Zé Pequeno"são o maior exemplo disso.
Cidade de Deus não é nenhum relato surpreendente. É uma ficção que une tantas reportagens, programas e depoimentos sobre a violência urbana e o tráfico de drogas. Também não é um discurso da verdade, é uma construção de hipóteses, pois se ele se baseia em fatos reais, ele apenas apresenta hipóteses para construir uma história, um fato.
As atuações são tão realistas, que a câmera parece nem estar ali, mas sim o espectador. A afinidade dos atores com os personagens e com a câmera é tão grande, que parecem estar atuando como personagens de si mesmos.
É um filme documental, que registra mesmo em ficção, uma realidade triste, cruel e constante da vida de muitos brasileiros.
Não o tomarei como uma verdade, mas chega muito perto.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Um homem com uma câmera" de Dziga Vertov 1929
Frenético! É um filme frenético e de palavras-chave: movimento, muito movimento, ciclo da vida, o cinema, o homem, o espectador, as engrenagens, a montagem, a simultaneidade, a continuidade, o cíclico, a sincronia.Não há uma história, mas temos personagens: o homem e sua câmera que tudo registra; e as pessoas retratadas em seu cotidiano, em seu ciclo de vida, em sua natureza.
Vertov cria um bombardeio de imagens e brinca com esse tal "cinema-verdade".
Encontro vestígios de linguagem na idéia de "enquanto isso". Enquanto a cidade desperta, a mulher desperta, um homem dorme, alguém trabalha. Alguém nasce, alguém morre. Tudo parece acontecer ao mesmo tempo, talvez num mesmo dia, ou num mesmo instante.
A aparição do "homem e sua câmera" parece criar um distanciamento e aproximação ao mesmo tempo. "Olhe isso é a vida, olhe isso é cinema!". A câmera como um olho, que não é seletivo, é apenas instrumento do cérebro, da compreensão humana daquilo que presencia e visualiza. Quem dá o sentido somos nós.
As imagens são excessivas e densas, mas a vida real é densa e ágil. O tempo corre e Vertov brinca com o tempo. Ora acelera a imagem, ora retarda, e tudo em sincronia com uma melodia. Melodia fundamental, pois constrói o dinamismo das imagens, reforça o movimento, reforça a frenesia. Música frenética acompanhando um ritmo frenético de imagens.
Percebo 3 linhas de narratividade: as imagens, a presença da câmera inserida nos cenários e interferências. Essas interferências são imagens aleatórias inseridas em eventos narrados. Cartazes, engrenagens, espectador.
Apesar de não haver uma linha narrativa principal, uma história a ser contada, há um posicionamento, normal em qualquer registro, em qualquer documento. Há algo que possa ser extraído do filme, há algo que possa causar reflexão ou haver comunicação. Se fosse apenas um bombardeio insignificante, nosso repertório talvez não captasse nada, mas ele capta porque há algo a ser captado.
Vertov cria inúmeros constrastes nas imagens: o divórcio de um casal e o divórcio da imagem - imagem dividida; o nascimento e falecimento (bebê X funeral), as engrenagens mecânicas e as engrenagens naturais (máquina X queda d´gua); o lento e o acelerado (esportistas e espectadores).
As imagens possibilitam inúmeras associações. E o movimento contínuo é constante no filme, mesmo quando desacelera e recomeça.
O auge da reflexão do filme como cinema são as imagens congeladas, meras fotografias, e a personagem "montadora" ajustando-as, vemos então a imagem em movimento. Cinema em sua base é isso, "imagem em movimento". Cinema é frenético, é constante, é intenso, é o descongelar do tempo, é a continuidade da imagem, é a vida, mesmo que ainda representada. A presença do homem com sua câmera retrata isso, apenas representação. Há alguém por trás manipulando essas imagens, selecionando-as como num trabalho qualquer. Mãos que trabalham, mãos de manicures, operários, datilógrafas, telefonistas, embaladeiras, pianistas, mineiros, de montadores, de cinegrafistas. Mãos que tem vidas, que tem histórias, suas próprias histórias.
Vertov consegue criar através das sua construção de imagens toda a reflexão sobre a origem do cinema, todas suas transformações e possibilidades. Ele retrata o cotidiano dos Lumiere, a trucagem de Melies, a linguagem de Griffith, a montagem de Eisenstein, o experimental do cinema e um além que poderá chegar.
Não conheço nada parecido com Vertov. Um visionário talvez. Seu filme é único e pioneiro. É um registro da vida, um documento do cinema, do que é o cinema e de todas suas possibilidades.
O cinema é movimento. O cinema é Vertov.
"Presságio" de Alex Proyas 2009
Decepcionante.Sabe quando começa de um jeito e termina de outro? Então...
"Presságio" começa com um contexto, beirando ao horror. Uma garotinha pálida e assustadora, tem atitudes estranhas e suspeitas ao escrever, compulsivamente, números numa folha branca, enterrada numa cápsula do tempo, para ser aberta 50 anos depois.
Nicolas Cage, enquadra-se num personagem familiar dos filmes hollywoodianos: um pai viúvo, que não aceita a morte da esposa, perde a fé, bebe antes de dormir e mal consegue se relacionar com o filho único, pequeno e "meio" surdo. É um astrofísico, professor e frustrado por acreditar que o mundo é repleto apenas de meras coincidências e acidentes.
O filho estuda na mesma escola da menininha assustadora e quando a cápsula é aberta em comemoração aos 50 anos da escola, ele, por sugestão do acaso, pega o envelope com a folha cheia de números.
O que parecia um filme de horror/suspense torna-se um filme de ficção científica.
A carta é descoberta por Cage e ele se afunda numa lógica de números que evideciam tragédias em data, pessoas mortas e posteriomente, localização precisa. Faltam 3 eventos, segundo a ordem dos números, para acontecer e Nicolas participa de todos, um por "acaso" e outro, tentando evitá-lo. O último, torna o filme, um discurso direto sobre fé e discurso bíblico.
Nisso tudo, há a presença misteriosa de um ser estranho, aparente extra-terrestre ou algo do tipo.
De suspense/horror torna-se uma ficção científica, e ao final, um discurso bíblico descarado e utópico.
O evento final, previsto pela menina estranha, é o fim do mundo. "Every one".
O sol irá lançar calor que destruirá toda a superfície da Terra e o ser estranho, que na verdade, são seres, vieram para a Terra, buscar os escolhidos, uma espécie de arca de Nóe espacial, e anjos extraterrestres. Claro, que os escolhidos são o filho de Cage e a neta da menina estranha.
A fotografia final, é uma moderna referência ao Genesis da Bíblia, citando Adão e Eva em sua roupa de saco de batata e a árvore do paraíso.
Eu achei o filme uma piada, não pela referência bíblica, mas por tentar vender algo que não é.
Porque não assumiu desde o início ser uma visão moderna do apocalipse?
Porque se apossar das técnicas e fórmulas cinematográficas hollywoodianas, para vender um filme de suspense e ficção, quando se inspira em profecias concretas?
O filme me parece uma releitura tosca de alguma idéia de balaio, numa Hollywood esgotada de idéias originais e cheia de grana pra gastar. Um desperdício.
É a evidência do começo da morte de uma indústria saturada. Ou pelo menos, é o que espero que aconteça, para surgir então um novo cinema, talvez "suecado". =)
quinta-feira, 26 de março de 2009
"Rebobine, por favor" de Michel Gondry 2008
20 milhões. Segundo dados da internet, este foi o orçamento do filme, considerado baixo para os padrões de Hollywood.No Brasil, isto seria utopia e o sonho de muitos cineastas que precisam trabalhar com uma realidade bem distante de um orçamento como esse. Numa realidade de incentivo fiscal e filmes independentes, "Rebobine, por favor" ainda se enquadraria nos padrões de Hollywood, mas o ideal é analisá-lo excluindo estes rótulos.
Mas porque falar de orçamento? Porque, considerando os tais padrões de Hollywood, é o ponto chave do filme. Parece-me contraditório fazer um filme de orçamento maior, já que ele aborda o oposto dessa realidade. Sua essência é justamente o resgate do filme artesanal e da sua originalidade.
"Rebobine, por favor" evidencia uma nostalgia de uma época de transição do VHS para o DVD e de todas suas limitações: fitas de má qualidade e o ritual de rebobiná-las ao final. Além da nostalgia de filmes que marcaram gerações e tornaram-se clássicos, não para a história do cinema ou para críticos relevantes, mas para um público que curtiu muito a "Sessão da tarde" e lançamentos da sua juventude. Filmes que parecem esquecidos, mas tornam-se completamente familiares ao desenrolar da história. "Ghostbusters"; "Robocop"; "Homens de Preto" e afins.
Gondry nos traz a reflexão dos filmes caseiros, artesanais e únicos, quando reúne dois amigos que precisam salvar uma falida videolocadora do caos. Jack Black interpreta Jerry, um lesado mecânico que desmagnetiza todas as fitas após um choque que leva numa tentativa frustrada de destruir uma usina elétrica. O atendente e amigo Mike, desesperado, embarca numa tentativa de solucionar o problema, regravando com Jerry, fitas solicitadas pelos clientes. Sem nenhum recurso e com muita criatividade, eles conquistam um público que busca diversão em filmes regravados, denominados "suecados", evidenciando uma procura por um cinema alternativo e diferenciado.
Como citado anteriormente, o filme se passa numa época de transição do VHS para o DVD, ou pelo menos, retrata o desconhecimento dos personagens diante das novas tecnologias. Isso fica claro, quando Elroy, o velho dono da videolocadora falida, buscando encontrar alguma solução, espiona com surpresa a nova videolocadora (porque ainda tem esse nome?) que loca blockbusters em dvd e possui padrões de qualidade e atendimento.
Mike e Jerry conquistam público, criam uma nova forma de se expressarem em cinema e acabam atraindo a atenção de executivos de Hollywood. Os filmes são destruídos, pois se chocam com as leis de direitos autorais e não podem mais ser mais exibidos e nem produzidos.
É nessa virada que os dois, juntamente com a comunidade, público de seus filmes, resolvem criar uma obra única e original, um filme biográfico sobre Fats Waller, um músico de jazz, do qual Elroy dizia pertencer ao seu bairro.
É nesse momento, que Gondry nos aproxima do filme, nós público-criador, pois é justamente o que parece ser o futuro do cinema ou de uma possibilidade para ele. Numa era digital, aonde os equipamentos são de fácil manuseio e qualquer pessoa pode ter sua própria ilha de edição em casa, os "suecados" estão em alta e possuem seu próprio público, os amantes do "youtube".
Se antes havia preocupação com distribuição e orçamentos altos, hoje um filme pode ser feito sem custo nenhum, ser publicado e virar uma febre mundial. Claro que não corresponde as características do que o cinema é hoje, mas até onde sei, o cinema tem se transformado desde seu começo e transformado sua própria conceituação, a partir das experimentações que possibilitou e que criaram suas próprias trajetórias. Vídeoarte, vídeoclipe, vídeos experimentais e afins.
Se cinema, em seu princípio, é imagem em movimento, qualquer vídeo poderia ser cinema, mas sabemos que não é assim que funciona. Cinema hoje se tornou uma forma de expressão artística, consequência de inúmeros movimentos e escolas, que se enquadram em formas de desenvolver uma idéia dentro de uma estrutura básica de "roteiro-produção-gravação-edição" e o resultado é um filme, exibido para um público seleto ou não, transmitindo algum significado, aparente ou não, com uma mínima intenção. Geralmente esse filme é exibido numa tela grande, disposta em frente à poltronas e cadeiras e reúne alguma história com personagens, mescla técnicas elaboradas ou não e traz referenciais diretos ou não.
"Rebobine, por favor" resgata um passado marcante para algumas gerações, mas antecipa um futuro próximo e sugere uma possibilidade, ou pelo menos a evidencia.
O "suecado" já está presente, não é ficção, só falta o mercado descobrir como torná-lo lucrativo, e os artistas "independentes" explorá-lo como uma nova expressão artística. Ou na verdade, isso já nos é familiar?!
"Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça..."
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