quarta-feira, 11 de março de 2009

"Barbarella" de Roger Vadim 1968

Barbarella é uma agente do Planeta Terra que recebe a missão de salvar Duran Duran em outro planeta.

Expirando sensualidade e também inocência, Barbarella percorre sua trajetória ao fundo de inúmeros cenários que se destacam pelas cores vivas e fortes, além das manifestações em formas orgânicas, no painel de sua nave e em outras aparições.

É um filme bastante gráfico. Pelas formas geométricas, pela destaque das cores, pelos cenários abstratos e pela estética particular do filme.

De fundo temos uma trilha sonora bastante presente e bastante metálica, tornando-se peça fundamental do tom do filme.

Outra trilha, outro filme.

É um filme cansativo, por se ater mais a sua arte ao invés da trama em si.

Parece haver mais preocupação em mostrar referenciais e metáforas ao desenrolar da história, pois ela se torna apenas um pano de fundo para manifestações visuais.

Com estas observações, destaco os contrastes marcantes: sexualidade de Barbarella X Sua inocência destruidora do mal; as formas orgânicas X sons metálicos; Mulher heroína X Homem vilão; crianças malignas X mulher adulta ingênua e inocente; bem X mal.

Um filme para se apreciar graficamente e usar como referência para futuras obras e para buscar repertórios anteriores.

De Alessandra Collaço da Silva
Curso de Cinema
Estética do Cinema 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Filmes do mês - fevereiro

São atualizados no decorrer do mês.

08C- "Operação Valquíria" de Bryan Singer 2008 (2)
07T- "As branquelas" de Keenen Iviry Wayans 2004 (3)*
06T- "Não por acaso" de Philippe Barcinski 2007 (4)
05T- "Diário de uma babá" de Shari Springer Berman, Robert Pulcini 2006 (2)
04C- "Sim, senhor" de Peyton Reed 2008 (2)
03T- "Menina de ouro" de Clint Eastwood 2004 (3)*
02T- "O médico e o monstro" de Rouben Mamoulian 1932 (3) TV UFSC
01T- "Levada da breca" de Howard Hawks 1932 (3) TV UFSC

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*Filmes Revistos

Organização:
Ordem crescente - em números. Nome do filme + diretor + ano.

Códigos:
A (em aula);
C (cinema);
D (dvd próprio),
L (locadora),
P (pirata),
T (tv).

Notas:
(0) horrível OU nem me pagando pra ver de novo.
(1) ruim OU no máximo de graça.
(2) razoável OU dá pra ver na Sessão da Tarde ou na Tela Quente.
(3) bom OU pra locar na Videolocadora.
(4) muito bom OU esse vale a pena ver no cinema.
(5) excelente OU marcou a minha vida.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Filmes do mês - janeiro

São atualizados no decorrer do mês.

19L - "Na mira do chefe" de Martin Mcdonagh 2008(2)
18C - "Surpresas do amor" de Seth Gordon 2009 (1)
17T - "Nunca fui beijada" de Raja Gosnell 1999 (2)*
16T - "A regra do jogo" de Jean Renoir 1939 (2) - TV UFSC
15D - "Fahrenheit 451" de François Truffaut 1966 - (2)
14P - "Um faz de conta que acontece" de Adam Shankman 2008 (1)
13T - "O cantor de jazz" de Alan Crosland 1927 - TV UFSC
12C- "O curioso caso de Benjamin Button" de David Fincher 2009 (5)
11T- "Transformers" de Michael Bay 2007 (2)*
10C- "A troca" de Clint Eastwood 2008 (3)
09C- "Sete vidas" de Gabriele Muccino 2008 (3)
08C - "Se eu fosse você 2" de Daniel Filho 2008 (2)
07T - "O confronto" de James Wong 2001 (1)
06L - "Arquivo X: Eu quero acreditar" de Chris Carter 2008 (2)
05T - "Metrópolis" de Fritz Lang 1927 (3)* - TV UFSC
04T- "Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra" de Gore Verbinski 2003 (3)*
03T- "A luta pela esperança" de Ron Howard 2005 (2)*
02T- "Sinais" de M. Night Shyamalan 2002 (3)*
01C- "Marley e eu" de David Frankel 2008 (3)

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*Filmes Revistos

Organização:
Ordem crescente - em números. Nome do filme + diretor + ano.

Códigos:
A (em aula);
C (cinema);
D (dvd próprio),
L (locadora),
P (pirata),
T (tv).

Notas:
(0) horrível OU nem me pagando pra ver de novo.
(1) ruim OU no máximo de graça.
(2) razoável OU dá pra ver na Sessão da Tarde ou na Tela Quente.
(3) bom OU pra locar na Videolocadora.
(4) muito bom OU esse vale a pena ver no cinema.
(5) excelente OU marcou a minha vida.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

família.

Quem foi o idiota que inventou a família?

Essas pessoas estranhas que fazem parte do ciclo da vida.
As únicas a quem as palavras mais cruéis podem magoar profundamente, mas que viram pó no dia seguinte.
Um pó invisível visível.
Palavras cruéis que se colam num muro de rancores e lembranças.
Elas sempre estão lá. Junto com o perdão diário.

Pessoas sem qualquer afinidade, mas com uma única ligação: pertencer a mesma família.

Aquelas com quem compartilhamos os melhores e piores momentos.
Um montinho de gente "escolhido" por um Deus com um puta humor negro. FDP.

Pior ainda. A gente ama incondicionalmente esse montinho de gente. Saco.

Quem dera ser diferente. Quem dera os momentos compartilhados na infância não significarem tanto. Quem dera as risadas não superassem as lágrimas causadas. Quem dera as qualidades não superassem os defeitos. Quem dera ser capaz de odiar pra sempre e fechar as portas do coração. Quem dera não se importar com essas pessoas que conseguem desabar qualquer mundinho cor-de-rosa. Quem dera não ter orgulho de seus progressos. Quem dera não poder escolher a família.

Amigos não são a família que podemos escolher. A gente acha que sim. Mas nenhum amigo suportaria o que uma família suporta entre si.

Quem foi o idiota?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Estranhos no paraíso" de Olsen Jr.

"Voluntária ou involuntariamente, era função da vida guardar aquele dinamismo ascético capaz de, mesmo no auge da bem-aventurança, manter pessoas que se amam, separadas..."

"...quando se quer justificar alguma atitude sempre encontramos bons argumentos. Quando não existem, nós os criamos."

"Felizes são os homens que têm uma opção, que podem escolher; mesmo equivocados. A escolha é sempre uma alternativa, algo possível que permite ao homem, ainda que solitário, mostrar sua liberdade...mas, mais importante do que isso, pensou, é o que saber fazer com ela..com esta liberdade que torna possível encontros e desencontros, mas porque, somente ela, a liberdade, torna suportável a solidão."

"A menina que roubava livros" de Markus Zusak

O melhor livro da minha vida. (até onde eu me lembre).
Não pela história, mas pela forma de contá-la. E pelo valor das palavras.
"Quando a morte decide contar uma história, você deve parar para ouvi-la."
A morte torna-se um personagem concreto e com certos sentimentos para falar de alguns anos da vida de Liesel, uma garota que é acolhida por uma família durante a 2ª Guerra Mundial. Uma garota que a encontrou 3 vezes.
Através dessa família, Rosa, Hans e Liesel, e os acontecimentos que os rodeiam, temos um ponto de vista que até então eu nunca presenciei em nenhum filme, reportagem ou outro livro do tipo: o ponto de vista dos alemães que não eram judeus e no entanto também sofreram com repressões e limitações do nazismo de Hitler.
É um livro sobre personagens. E um livro emocionante e triste.
Falar da Guerra sempre é um assunto triste.

"A troca" de Clint Eastwood 2008

Inconveniente.

Destaco essa sensação porque eu queria ter saído do cinema.

Sabe aquela sensação: "tá eu sei que isso existe e acontece todo dia, mas não quero ver, não quero saber e tenho raiva de quem sabe."?

Uma sensação de impotência e angústia. Tudo construído através dos planos longos da angústia da personagem de Jolie. E uma direção de arte de primeira. Mas apenas para ilustrar o cenário obrigatório de época. Nenhuma estética diferente pra destacar. E um lindo chapéu-coco dos Anos 20.

Uma grande injustiça. Um grande erro. Um horror. Uma vontade de não estar ali.

E um bom concorrente no Oscar 2009 para meu filme favorito sobre um tal de Benjamin. =)

Não rolou um "punctum" muito positivo. E eu nem queria falar do filme, mas falei. Alguma coisa pelo menos.