quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Filmes do mês - fevereiro
08C- "Operação Valquíria" de Bryan Singer 2008 (2)
07T- "As branquelas" de Keenen Iviry Wayans 2004 (3)*
06T- "Não por acaso" de Philippe Barcinski 2007 (4)
05T- "Diário de uma babá" de Shari Springer Berman, Robert Pulcini 2006 (2)
04C- "Sim, senhor" de Peyton Reed 2008 (2)
03T- "Menina de ouro" de Clint Eastwood 2004 (3)*
02T- "O médico e o monstro" de Rouben Mamoulian 1932 (3) TV UFSC
01T- "Levada da breca" de Howard Hawks 1932 (3) TV UFSC
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*Filmes Revistos
Organização:
Ordem crescente - em números. Nome do filme + diretor + ano.
Códigos:
A (em aula);
C (cinema);
D (dvd próprio),
L (locadora),
P (pirata),
T (tv).
Notas:
(0) horrível OU nem me pagando pra ver de novo.
(1) ruim OU no máximo de graça.
(2) razoável OU dá pra ver na Sessão da Tarde ou na Tela Quente.
(3) bom OU pra locar na Videolocadora.
(4) muito bom OU esse vale a pena ver no cinema.
(5) excelente OU marcou a minha vida.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Filmes do mês - janeiro
19L - "Na mira do chefe" de Martin Mcdonagh 2008(2)
18C - "Surpresas do amor" de Seth Gordon 2009 (1)
17T - "Nunca fui beijada" de Raja Gosnell 1999 (2)*
16T - "A regra do jogo" de Jean Renoir 1939 (2) - TV UFSC
15D - "Fahrenheit 451" de François Truffaut 1966 - (2)
14P - "Um faz de conta que acontece" de Adam Shankman 2008 (1)
13T - "O cantor de jazz" de Alan Crosland 1927 - TV UFSC
12C- "O curioso caso de Benjamin Button" de David Fincher 2009 (5)
11T- "Transformers" de Michael Bay 2007 (2)*
10C- "A troca" de Clint Eastwood 2008 (3)
09C- "Sete vidas" de Gabriele Muccino 2008 (3)
08C - "Se eu fosse você 2" de Daniel Filho 2008 (2)
07T - "O confronto" de James Wong 2001 (1)
06L - "Arquivo X: Eu quero acreditar" de Chris Carter 2008 (2)
05T - "Metrópolis" de Fritz Lang 1927 (3)* - TV UFSC
04T- "Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra" de Gore Verbinski 2003 (3)*
03T- "A luta pela esperança" de Ron Howard 2005 (2)*
02T- "Sinais" de M. Night Shyamalan 2002 (3)*
01C- "Marley e eu" de David Frankel 2008 (3)
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*Filmes Revistos
Organização:
Ordem crescente - em números. Nome do filme + diretor + ano.
Códigos:
A (em aula);
C (cinema);
D (dvd próprio),
L (locadora),
P (pirata),
T (tv).
Notas:
(0) horrível OU nem me pagando pra ver de novo.
(1) ruim OU no máximo de graça.
(2) razoável OU dá pra ver na Sessão da Tarde ou na Tela Quente.
(3) bom OU pra locar na Videolocadora.
(4) muito bom OU esse vale a pena ver no cinema.
(5) excelente OU marcou a minha vida.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
família.
Essas pessoas estranhas que fazem parte do ciclo da vida.
As únicas a quem as palavras mais cruéis podem magoar profundamente, mas que viram pó no dia seguinte.
Um pó invisível visível.
Palavras cruéis que se colam num muro de rancores e lembranças.
Elas sempre estão lá. Junto com o perdão diário.
Pessoas sem qualquer afinidade, mas com uma única ligação: pertencer a mesma família.
Aquelas com quem compartilhamos os melhores e piores momentos.
Um montinho de gente "escolhido" por um Deus com um puta humor negro. FDP.
Pior ainda. A gente ama incondicionalmente esse montinho de gente. Saco.
Quem dera ser diferente. Quem dera os momentos compartilhados na infância não significarem tanto. Quem dera as risadas não superassem as lágrimas causadas. Quem dera as qualidades não superassem os defeitos. Quem dera ser capaz de odiar pra sempre e fechar as portas do coração. Quem dera não se importar com essas pessoas que conseguem desabar qualquer mundinho cor-de-rosa. Quem dera não ter orgulho de seus progressos. Quem dera não poder escolher a família.
Amigos não são a família que podemos escolher. A gente acha que sim. Mas nenhum amigo suportaria o que uma família suporta entre si.
Quem foi o idiota?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"Estranhos no paraíso" de Olsen Jr.
"A menina que roubava livros" de Markus Zusak
"A troca" de Clint Eastwood 2008
Inconveniente.
Destaco essa sensação porque eu queria ter saído do cinema.
Sabe aquela sensação: "tá eu sei que isso existe e acontece todo dia, mas não quero ver, não quero saber e tenho raiva de quem sabe."?
Uma sensação de impotência e angústia. Tudo construído através dos planos longos da angústia da personagem de Jolie. E uma direção de arte de primeira. Mas apenas para ilustrar o cenário obrigatório de época. Nenhuma estética diferente pra destacar. E um lindo chapéu-coco dos Anos 20.
Uma grande injustiça. Um grande erro. Um horror. Uma vontade de não estar ali.
E um bom concorrente no Oscar 2009 para meu filme favorito sobre um tal de Benjamin. =)
Não rolou um "punctum" muito positivo. E eu nem queria falar do filme, mas falei. Alguma coisa pelo menos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
"O curioso caso de Benjamin Button" de David Fincher 2009 (5)
Uma profunda poesia sobre a relatividade do tempo.Uma metáfora do ciclo da vida humana e todas as suas particularidades.
Um belo filme sobre um personagem chamado Benjamin Button. E como diz o título, uma história curiosa sobre um homem que nasceu fisicamente idoso e morre fisicamente recém-nascido. Ressalto o "fisicamente", pois a mente de Benjamin obedece o amadurecimento da idade. Isso inclui uma espécie de Mal de Alzheimer ao fim de sua vida, quando esquece tudo o que viveu. Para mim, uma das passagens mais dolorosas e intensas, quando ele-criança diz para Daisy que tem a impressão de que viveu uma vida inteira, mas não se lembra dela.
Eu ousaria compará-lo com "Forrest Gump - Um contador de Histórias" de Robert Zemeckis 1994, quando narra passagens históricas, como as Grandes Guerras e a loucura The Beatles ,através da vida de um personagem principal, motivado (obviamente) por uma complexa história de amor. Afinal, que grande história no cinema, sobre um "grande" personagem, não envolve uma história de amor? De preferência complexa, claro.
Além disso, o estilo a la Forrest Gump, é reforçado pela relação de Benjamin com pessoas singulares que o marcaram em seu percurso de vida. Apesar de não lembrar de alguns nomes, jamais esqueceu da importância delas (até certa altura da vida, como percebemos na leitura do Diário). Uma cantora de ópera, um homem repetidor "eu já falei que fui atingido por 7 raios?", uma idosa que lhe ensinou a tocar piano, um capitão de rebocador, uma mulher casada que "quase" atingiu um recorde, um pai arrependido fabricante de botões, uma bailarina famosa e tantos outros, que em suas peculiaridades fizeram parte da formação de Button. Reforçados ao final expressam o valor da vida e da importância de valorizá-las. Funções e pessoas quaisquer, apenas metafóras, pois para cada um de nós o significado de quem amamos é diferente.
O filme é rico na direção de arte, com destaque na caracterização dos atores. Com exceção dos atores mirins que interpretam os personagens de Benjamin e Daisy na infância (no caso, Benjamin no fim da vida), os atores Brad Pitt e Cate Blanchett interpretam seus personagens na juventude, fase adulta e fase idosa. É perceptível que o contraste de luz foi uma das escolhas mais usadas para amenizar os efeitos de maquiagem, que nem sempre ficam perfeitos. E os tons acinzentados tornam-se alaranjados a medida que Button rejuvenece. Se antes tínhamos dias cinzas e frios, ao rejuvenecer e encontrar o amor nos braços de Daisy no auge de sua juventude, as cenas se passam em dias mais claros e ao pôr-do-sol.
Mesmo sendo evidente em filmes de época, a direção de arte vai além e cria uma estética particular, próxima a filmes como "O fabuloso destino de Amelie Poulan" e outros do diretor Jean-Pierre Jeune. Cores vivas em contraste com tons cinzas, semblantes marcados, dos personagens, contrastes de luz e uma fotografia próxima a pintura de um belo quadro em várias passagens do filme.
Como eu disse, um belo filme. Daqueles que reúnem escolhas e expressões artísticas, com uma mensagem interessante sobre a vida humana.
Uma mensagem sobre as possibilidades e chances de recomeços para se fazer e ser o que quiser, mas que diminuim ao passar do tempo. Uma mensagem sobre o tempo que corre cada vez mais depressa e nos lembra que a vida não é para sempre e tudo que se ama se perde ao final do ciclo. Uma mensagem para o espectador, reforçada no último plano do filme, quando a água invade um aposento aonde um relógio antigo e abandonado continua funcionando e fazendo o seu tic-tac.

