1ª Época: 1896-1912
1896- Chegou no Brasil o Omniografo
1897- Primeiras semana – cinematógrafo no Rio de Janeiro, Petrópolis e São Paulo.
-Essa nova invenção era utilizada por artistas ambulantes e estrangeiros com conhecimento mecânico.
1897 – Dia 31 de julho abre o “Salão de Novidades” no Rio de Janeiro. A primeira sala de exibição/projeção de “vistas animadas”. O dono era Paschoal Segreto (família italiana). Depois o salão passou a se chamar “Salão Paris no Rio”. E o irmão de Paschoal, Afonso Segreto, era responsável por ir a Europa buscar filmes e equipamentos novos.
1898, 19 de junho, Domingo - Num dos retornos da Europa, no paquete francês “Brésil”, Afonso trazendo uma câmera de filmar, registra imagens da Baía de Guanabara e assim nasce o cinema brasileiro.
- Os primeiro filmes eram considerados “vistas nacionais”
“Salão Paris no Rio” – incêndio em 1898 e reabre em 1899. Até 1903 os Segreto eram os únicos exibidores.
Afonso foi pra Itália e nunca mais se ouviu falar dele.
1907, março – Instala-se a Usina de Ribeirão das Lages no RJ. Até então a eletricidade era escassa no país.
Instalam-se 20 novas salas de exibição de filmes. E começam a investir na importação, exibição e produção de filmes.
Destacam-se os estrangeiros produtores no Brasil, pioneiros do cinema:
Italianos: José Labanca e Jácomo Rosário Staffa (bicheiros)
Franceses: Marc Ferrez e filhos (fotógrafos)
Alemão: Guilherme Auler (fabricante de móveis)
Espanhol: Francisco Serrador.
Português: Antônio Leal
Entre 1908 e 1911 – o comércio de exibição e fabricação de filmes é intenso. Até 1907 todas as filmagens eram de assuntos naturais.
1908 – O primeiro filme considerado “posado”, de enredo/ficção é “Os estranguladores” de Antônio Leal.
Por muito tempo ele foi considerado o criador e fundador do cinema brasileiro.
“Os estranguladores” é baseado na história real de um crime que ocorreu. Dois adolescentes ricos que foram estrangulados por uma quadrilha. O roteiro foi escrito a partir do livro “A Quadrilha da morte”. Dividia-se em 17 quadros: 1-Trama do Crime; 2-na Avenida Central; 3-Embarque na Prainha; 4-Na Ilha dos Ferreiros; 5-Primeiro estrangulamento; 6-A procura da pedra; 7-Desembarque em São Cristóvão; 8-O assalto; 9-Segundo estrangulamento; 10-Divisão das jóias; 11-A pega; 12- O informante; 13- Prisão do primeiro bandido; 14-Nas matas de Jacarepaguá; 15-Prisão do segundo bandido; 16-Dois anos depois; 17- Na prisão.
1907, maio. Surge a “Photo Cinematographia Brasileira” – com duração de 2 anos. Considerada uma fábrica de vistas, mas logo começou a produzir filmes de enredo.
Como sucesso de “Os estranguladores”, investe-se em filmes baseados em crimes que aconteceram recentemente.
1908-1911 – Outros gêneros também se destacaram: melodramas, tradicionais, dramas históricos, patrióticos, temas religiosos, temas carnavalescos, comédias e algumas que satirizavam a atualidade política. Até esquetes criticando os costumes da época.
-Antônio Leal e José Labanca se destacaram nesta época.
Os concorrentes são Cristóvão Guilherme Auler e Francisco Serrador, que introduziram o cinema cantanta ou falante. Os atores falavam ou cantavam na exibição do filme, ao vivo.
Existiam também as paródias e surgiram os filmes-revistas, que falavam sobre a atualidade política. Ex. “Paz e amor”.
O eixo principal do cinema até então se concentrava em RJ e SP.
1911 – Começou uma crise no cinema. Pouca coisa foi produzida e começou uma dificuldade para exibir-se os filmes, pois o cinema estrangeiro começou a invadir as salas de exibição.
2ª Época – 1912 a 1922
Destaca-se ainda Antônio Leal.
Surge Paulino e Alberto Botelho – produção de documentário e jornais cinematográficos.
-Continuam os filmes baseados em crimes, mas em menor proporção.
1ª Guerra Mundial, escassez do filme/película. A produção começa a parar.
Mais tarde surgem novos “cineastas”. Destacam-se italianos e alguns brasileiros. Entre eles José Medina e Luiz de Barros permanecem produzindo.
1922-23 – Começam a ser feitos filmes inspirados na literatura brasileira. Entre alguns autores que inspiraram estão: Monteiro Lobato, Olavo Bilac, Aluízio Azevedo, José de Alencar, entre outros.
-Com a guerra, filmes com este teor começam a ser feitos, pois o Brasil teve uma pequena participação.
-O primeiro desenho animado brasileiro é “O Kaiser”.
-Crônica criminal perde espaço, mas se mantém. Valoriza-se então os filmes históricos.
Alguns jovens demonstram interesse pela produção cinematográfica: os cariocas, Pedro Lima, Ademar Gonzaga e o paulista Antônio Tibiriçá.
-Até então os filmes tinham o formato de episódios. (VER OS ESTRANGULADORES)
-A exibição continua difícil, pois o estrangeiro industrializado invade cada vez mais as salas, conquistando os públicos por causa da qualidade.
Cinema entra numa nova crise.
3ª Época: 1923 a 1933
-O cinema brasileiro estava desvalorizado pela crítica e pelo público, mas duas revistas supervalorizavam “Selecta” e “Paratodos”. Os jovens Pedro Lima e Ademar Gonzaga se destacam nessa época.
CICLOS REGIONAIS – Algumas cidades passam a produzir filmes também: Recife, Belo Horizonte, Campinas, Porto Alegre, Curitiba. Destaca-se Pernambuco. “Aitaré da Praia” – cenário brasileiro como pano de fundo. Artesãos e jovens técnicos são os precurssores.
1925- Surge Humberto Mauro, considerado um dos mais importantes cineastas brasileiros. Trabalhou com o cinema mudo. Ex. filmes: “Na primavera da vida”; “Tesouro perdido”; “Brasa dormida”; “Sangue mineiro”.
Destacam-se os cineastas: José Medina, Gilberto Rossi e Canuto Mendes de Almeida.
1928 – Cinema sonoro invade o universo cinematográfico, mas somente em 1933 que o Brasil incorpora a técnica. (5 anos depois).
-Nasce a Companhia Cinédia – a favor do cinema nacional, fazia campanhas.
-Destaca-se Mauro Peixoto com “Limite” e Humberto Mauro com “Ganga bruta”, considerado um dos filmes mais importantes do cinema brasileiro, por possuir um teor inovador.
-A crise e luta por espaço nas salas de exibição continua diante do avassalador cinema estrangeiro. (EUA)
4ª Época – 1933 a 1949
-Permanece Humberto Mauro fazendo filmes, porém volta-se para produção de filmes educativos e documentários.
-Começam os filmes musicais – Surge a comédia carnavalesca, popularmente conhecida como “chanchada”.
-Surge a Atlântida (produtora de filmes), considerada a companhia mais importante do cinema brasileiro.
-Chanchada faz sucesso entre o público, apesar das duras críticas. Permanece pro 15 anos no auge.
-Paródias sobre acontecimentos políticos: golpe comunista; golpe de Getúlio Vargas, golpe contar Getúlio, nossa participação na Segunda Guerra Mundial.
-Surge a Televisão no Brasil, o cinema perde espaço por falta de interesse do público. (CONFIRMAR)
5ª Época – 1950 a 1966
-Companhia Vera Cruz “Cinema brasileiro com padrão internacional”, renegando as chanchadas, propondo um cinema de qualidade. A Companhia tem Alberto Cavalcanti, renomado profissional do cinema francês e inglês. Ex.”Caiçara”
-Humberto Mauro retorna para o cinema brasileiro.
-Surge a produção cinematográfica brasileira com a tentativa de industrializar o cinema, exportá-lo para os outros países, mas enfrenta dificuldades.
-Comédia continuou, destaca-se Genésio Arrudas no papel de Amacio Mazzaroppi, com contribuição para a chanchada, com temas caipiras. Permaneceu no auge por 10 anos.
-Surge Nelson Pereira dos Santos com “Rio 40 graus”, feito entre 1955 e 1959, e Walter Hugo Khouri.
-“Vidas Secas” de 1963 é considerado um dos melhores filmes já feitos.
-Fala-se em cinema contemporâneo, numa tentativa de fugir das “cópias”, do estrangeiro e tentar fazer um cinema autêntico, diferente do que era feito.
-Nesta época Nelson Rodrigues escrevia seus romances escandalosos e Jece Valedão contracenava no cinema urbano.
-É feito “O pagador de promessas”
-Glauber Rocha, baiano, em 1961 faz “Barravento” e “Deus e o diabo na terra do sol”
-Surge o cinema-novo, o questionamento sobre o cinema que era feito.
Diretores que se destacaram nessa época: Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Luís Sérgio Person, Ruy Guerra, Leon Hirzman, Carlos Diegues, Sérgio Ricardo, Walter Lima Junior.
-Ainda há, até hoje, a dificuldade do filme brasileiro ser valorizado nas salas de exibição, tanto pelos donos das salas de exibição quanto pelo próprio público. Nosso cinema compete cada vez mais com o cinema estrangeiro e só em um espaço considerável, ainda por intervenção do Estado.


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