quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"The Nines" de John August 2007

Tentarei fazer um breve comentário.

"The Nines" é um filme confuso com 3 pontos de vista. A narrativa se divide em 3 momentos diferentes, onde um mesmo personagem é trabalhado de 3 formas diferentes mas com ligaçõ~es entre si e confuso sobre o que acontece consigo.

Ao que me parece, no primeiro momento ele é um ator famoso, enfrenta conflitos na sua prisão domiciliar. Num segundo momento ele é um roteirista de séries de tv tentando se promover e num terceiro momento, ele é um criador de jogos promissor mas atuando como um personagem no roteiro que ele, naquele segundo momento, criou. Confuso não?!

O filme, indiretamente, lança uma discussão interessante sobre criadores e personagens virtuais de jogos como "The Sims" e "Second life" e esta realidade alternativa que tem invadido ferozmente o mundo virtual e real. Algo do tipo: se Deus criou o mundo, e alguém criou um jogo como "The Sims" (que não deixa de ser universo paralelo, porém virtual), então esse criador é próximo ou abaixo de Deus e acima dos homens?! Se Deus é 10, este(s) criador(es) seria um 9? "The nines"?!
Ou então, se nesse universo paralelo, onde os personagens dos jogos são criados, apagados e re-criados, e se eles tivessem vida própria e se lembrassem de suas "vidas passadas"?!

Enfim, é um filme com um fundo filosófico interessante, que lança questões interessantes, mas nada tão intenso e profundo para se tornar extraordinário.

"Onde os fracos não tem vez" de Joel e Ethan Coen 2007

Os irmãos Coen parecem com este filme, tentar criar algo próximo do sucesso "Fargo" de 1996.

A história gira em torno de três personagens principais ligados a um único fato: O roubo da maleta com milhões de dólares de traficantes enfurecidos. O caipira ladrão, o assassino bizarro que persegue o ladrão, e o policial caipira, quase aposentado, que persegue o assassino do ladrão.

Quando vi o filme me lembrei muito de "Fargo", mas não com o mesmo brilho e novidade. Reconheci semelhança entre características físicas e psicológicas entre personagens dos dois filmes, a escolha de uma região com sotaque característico, sendo também um lugar deserto e isolado, típico de "caipiras", onde tudo pode acontecer de forma inusitada e etc.

Que os Coen têm todo um cuidado para desenvolver tanto os personagens, quanto as falas, de acordo com o ambiente onde a narrativa está inserida, eu concordo e até apóio a indicação ao Oscar 2008 de melhor direção, mas que o resultado não foi aquilo que eu esperava é fato.

Achei que o filme correu de forma lenta demais e sem um final conclusivo. Porém, possui passagens geniais, com diálogos bem desenvolvidos, mas que no conjunto acredito que tenha falhado.

Achei o personagem de Javier Bardem extremamente curioso e bem-desenvolvido. Suas características psicológicas servem para preencher as lacunas da narrativa de forma sutil. Por exemplo, sua mania de olhar as botas após matar alguém, indicam, mesmo sem mostrar, que ele matou a esposa do caçador ladrãozinho de maletas. Há quem duvide, mas para mim, não há dúvidas.

Como minha avaliação é sempre baseada no conjunto, não foi muito do meu agrado. Mais pelo tema da história do que pela qualidade. Reconheço que para fãs, talvez o filme seja muito bom, mas insisto em dizer que o filme parece apenas uma tentativa de resgatar algo que eles alcançaram ao fazer "Fargo" e que falhou. Muitas coisas do filme são muito boas, mas insisto, o conjunto em si, não foi do meu agrado.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Reality Show - Os 8 mais

Viciada assumida de Big Brother, também curto outras séries de reality show.
Vai entender! =)

1- B.B.B. (8) (A rotina de pessoas confinadas numa casa por cerca de 4 meses)
2- EXTREME MAKEOVER (Uma equipe que reforma totalmente a casa de alguma família selecionada)
3- LAR DOCE LAR (A equipe do Luciano Huck reforma a casa de alguma família selecionada)
4- BRASIL NEXT´S TOP MODEL (Modelos que passam por desafios ligados a carreira e eliminadas por uma comissão do mundo da moda)
5- MINHA CASA, SUA CASA (Moradores que mudam um a casa do outro)
6- TROCA DE ESPOSAS (A mãe de uma família troca com a de outra família por um tempo determinado, geralmente famílias bem diferentes umas das outras)
7- ESQUADRÃO DA MODA (Equipe que muda o guarda-roupa e jeito de se vestir de uma pessoa selecionada)
8- LATA VELHA (Equipe do Luciano Huck reforma carro velho de alguém selecionado que deve cumprir um desafio)

Séries favoritas - As 15 mais

São aquelas séries que... "tá passando na tv, eu paro pra assistir" mesmo que pela metade.
Adoro mesmo e claro, que em algumas, sou VICIADA.
1- LOST (A vida dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Airlines, que caíram numa ilha misteriosa)
2- FRIENDS (A vida de um grupo de amigos muito engraçados)
3- OS SIMPONS (Uma família muito engraçada e maluca)
4- WITHOUT A TRACE (Investigação sobre pessoas desaparecidas)
5- C.S.I. (Investigação sobre crimes a partir de provas encontradas)
6-COLD CASE (Investigação de "casos frios", crimes que aconteceram mas não foram resolvidos na época e voltaram à tona por alguma nova evidência)
7- DESPERATE HOUSEWIVES (A vida de 5 donas de casa)
8- GHOST WHISPERER (Uma garota que vê espirítos e os ajuda a encontrar a "luz")
9- E.R. (Equipe de um plantão médico e as emergências que atendem)
10- SMALLVILLE (A vida do super-homem)
11- SUPERNATURAL (Dois irmãos que desvendam mistérios sobrenaturais)
12- CLOSE TO HOME (Casos que a promotoria de justiça precisa resolver)
13- WILL AND GRACE (Amiga com amigo gay e cia.)
14- A DIARISTA (Confusões de uma diarista bem engraçada)
15- SAI DE BAIXO (Uma família maluca e suas confusões no apartamento) (extinto)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Filmes do mês - janeiro

Atualizando no decorrer do mês na ordem em que assisto.

-Por um fio de Joel Schumacher 2003 (2)
-Segurança nacional de Dennis Dugan 2003 (1)
-Uma linda mulher de Garry Marshall 1990 (4)
-Alpha Dog de Nick Cassavetes 2006 (1)
-Con Air - A rota da fuga de Simon West 1997 (3)
-PS. Eu te amo de Richard LaGravenese 2007 (3)
-O justiceiro de Jonathan Hensleigh 2004 (1)
-Tudo pela fama de Paul Weitz 2006 (2)
-Infância roubada de Gavin Hood 2005 (2)
-Oliver de Carol Reed 1969 (2)
-Anaconda 2: A Caçada Pela Orquídea Sangrenta de Dwight Little 2004 (1)
-Um morto muito louco de Ted Kotcheff 1989 (2)*
-Sedução e confusão de Stefan Marc 2006 (0)
-Contratado para amar de Francis Veber 2007 (3)
-O bebê de Rosemary de Roman Polanski 1968 (3)

*Revistos(0)-horrível; (1)-ruim; (2)-razoável; (3)-bom; (4)-muito bom; (5)-excelente

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O lado bom

Senti a necessidade de justificar a escolha de alguns filmes para fazer uma crítica específica.
Estou apenas na metade do curso de cinema, um curso que se diz direcionado para teoria, crítica e roteiro, mas onde experimentamos aplicar um pouco de tudo isso na prática. A diferença mais evidente que percebo em meu desempenho é que antes, fazendo parte apenas do público leigo, criticava um filme sem nenhum embasamento teórico e experiência em trabalho prático, mas hoje vejo que tenha mais facilidade em identificar o que exatamente me incomoda num filme e talvez, usar um pouco desse conhecimento e experiência para fazer minhas críticas.
Apesar disso, algumas vezes ainda falta um conhecimento maior e um leque de palavras mais aperfeiçoado para me expressar e até identificar coisas que não gostei num filme, mas criei o blog exatamente para praticar e sendo visitado ou não, é o que menos importa!
O cinema para mim tem um amplo papel. Partindo do princípio de que ele é um grande veículo de massa, ele pode ser usado de diversas formas e com diferentes objetivos.
Existem vários tipos de cinema, o cinema feito para crítica, o cinema maduro, o de puro entretenimento, o cinema superficial, o cinema B, o cinema que tem a intenção de transmitir alguma mensagem, contar alguma história, verdadeira ou não, o cinema que representa a realidade, o cinema que foge completamente de tudo isso, o cinema dentro do cinema, o cinema informativo, documentário, biográfico, enfim, nesse universo cinematográfico existe um universo de possibilidades e acredito haver espaço para todas. Por isso às vezes é tão difícil comparar um trabalho ao outro, pois cada um possui uma intenção/objetivo/razão diferente, independente de nossos gostos.
Detesto as pessoas que excluem essas possibilidade e julgam ser cinema apenas o que lhes convém. Eu tento sempre extrair algo de bom de qualquer obra, mesmo tendo um gosto pessoal. Ainda assim, acontece algumas vezes de eu "jogar" um filme inteiro no lixo, por me revoltar com esse dinheiro mal gasto, enquanto muita coisa boa poderia estar sendo feita com essa pequena fortuna, pelo mundo afora. Infelizmente ainda vivemos num monópolio cinematográfico hollywoodiano que aos poucos parece estar se esgotando e naturalmente dando lugar ao cinema alternativo e marginalizado da mídia. Mas ainda é uma longa caminhada!
O que descubro é que analisar e criticar um filme é sempre muito relativo. Dar uma nota de 0-5 então, mais complicado ainda, pois enquadrar alguns filmes na mesma nota não significa que eles possam ser comparados. Cada obra merece uma análise única e específica. Afinal um filme não nasce pronto, passa por etapas e é importante dar valor a cada uma delas. Às vezes um filme foi mal-feito mas tem uma boa intenção e vice-versa. E acredito que um crítico de cinema precisa relevar tudo isso, pois a crítica é sempre em cima do resultado final, mesmo que a análise avalie o suposto processo que acontece em todo filme.
Enfim, senti essa necessidade de expor o que penso sobre a crítica cinematográfica, que eu venho tentando praticar desde que criei o blog. Infelizmente não há segundas opiniões para haver um debate ou discussão construtiva, mas ainda tenho esperança que um dia isso ocorra. Enquanto isso vou praticando e aprendendo algo sobre tudo isso!
Obrigada pela visita (de sempre ou não), mesmo que anônima! =)

"Ps. Eu te amo" de Richard LaGravenese 2007

Não é um gênero dos meus favoritos, romance/meio comédia/meio drama, mas me surpreendi (positivamente) com algumas características. Diferente do que anda sendo feito por aí, achei que o filme tenta fugir um pouco do que já foi feito em histórias românticas (ou devo estar completamente enganada, e ele possui a mesma fórmula de sempre).
A história é simples, Holly (Hillary Swank) é casada com Gerry (Gerard Butler). Ele morre e ela precisa retomar a vida. Como ele a conhecia tão bem, sabendo que estava morrendo (tumor no cérebro) escreve/planeja cartas que ela recebe após sua morte, que acabam ajudando Holly a superar sua ausência. No meio disso tudo, há a mãe, as amigas (esquisitas), um(a tentativa de) pretendente, etc. E ao final das cartas ele assina (há!) Ps. Eu te amo.
Mas como tudo no cinema, não é a história que importa mais e sim como contar essa história. E não foi aqueeeela coisa, mas eu gostei de algumas características do filme.
Começando: O filem abre com uma discussão saudável (e um pouco infantil) entre o casal. Hillary não é uma Angelina Jolie, mas acredito que a escolha tenha mais a ver com o perfil da personagem de normal-bonitinha (e ela estava super meiga no filme) e Gerard (mesmo aparentando ser o gostoso-cafajeste) tem o perfil do marido-brincalhão. É nessa combinação engraçada que temos um casal mais próximo do nosso mundo real que o normalmente visto no cinema. São situações cotidianas como: num momento romântico bater o pé na quina da mesa ou na hora do tesão machucar o olho, ou ainda, tentar ser sexy cantando num karaokê e quebrar o nariz. Achei que souberam trabalhar bem com essa aproximação da realidade, dando um tom leve e cômico. É um filme engraçado-triste-feliz-estimulante. Talvez uma ótima fórmula para pessoas que perderam alguém especial em suas vidas!
Além disso, achei os diálogos mais trabalhados que os normalmente vistos. Não havia aquela comum superficialidade e a atuação ajuda bastante.
Presença de clichês? Normal. Mas obviamente em filmes assim, o estado de espírito conta bastante, como estar apaixonado ou realizado no amor. Sempre há identificação com o companheiro(a). E meu estado de espírito era este! =)
Enfim, é uma historinha criativa com um pouco de auto-ajuda, mas cativante e com atuações e situações bem cômicas.
Sempre é bom reservar um espacinho para filmes assim, afinal alguma pequena mensagem de amor, esperança ou conforto acab sendo passada para quem mais está precisando. E para mim, o cinema também cumpre esse papel!