segunda-feira, 22 de outubro de 2007

"Quando um estranho chama" de Simon West - 2006

Eu me sinto ridícula de ter gostado de um filme que aparentava ser um típico filme adolescente de suspense, mas não é. É um terror psicológico que há muito eu não via.
Quando um estranho chama é uma história clichê, de uma garota que recebe o castigo de ficar de babá, perdendo a melhor festa do colégio. O que parecia uma tarefa simples se torna aterrorizante quando ela começa a receber chamadas de um estranho.
A casa é encantadora enquanto é dia, mas a noite se torna um alvo de extremo suspense.
Sem um elenco conhecido e com uma construção de trilha e seqüências de imagens recheadas de suspense. É um engolir seco do início ao fim.
Possui cenas clichês e tolas, mas o conjunto é um bom suspense que anda raro no cinema. Mais pelas opções de roteiro que pela atuação da protagonista. É o novo "Hello, Sidney!" que marcou nossa adolescência.
Acredito que vale a pena sentar numa sala escura e se "cagar" de medo pela personagem!

domingo, 21 de outubro de 2007

"Maria Antonieta" de Sofia Coppola - 2006


Conheço poucos trabalhos de Sofia Coppola, mas confesso que achei o filme super interessante. Instigou-me a conhecer mais das suas obras.

Maria Antonieta mescla uma história de época, de uma personalidade que existiu, com um figurino e maquiagem bem construídos, com uma direção de arte impecável e com pitadas de características bem contempôraneas. Seja na trilha sonora, enquadramentos e cores.

O filme é colorido, poético e reflexivo. Colorido na fotografia, nos figurinos, maquiagem, doces, penas, cenários. É poético porque muitas vezes o silêncio dos personagens transmite mais que os diálogos.Reflexivo pela linguagem diferente, mesclando clássico e contemporâneo. A música como estado de espírito e não apenas como trilha. A música como personagem. Assim como o all-star sujo que aparece entre sapatos clássicos.

A fotografia é ousada e bela como Maria Antonieta. Gostei das inovações de linguagem cinematográfica como a cena do quadro, em que anuncia a morte de uma criança pela exclusão desta no quadro. Porém, apesar de interessante, acredito que ocorreram falhas de compreensão. Muitas coisas não ficaram claras para o espectador, e acredito que isso seja negativo para o filme. Além de eu achar decepcionante, um filme ser falado em inglês com mesclas em francês, quando está retratando a França. Coisa bem comum no universo cinematógrafico.

Apesar de vários elementos interessantes, ousados e diferentes do que costumamos ver em filmes de época, achei que o filme ficou monótono e constante demais. Dá a impressão que o filme é uma introdução constante, sem que aconteça uma reviravolta. Esperei por ela até os últimos minutos. Ficou sutil demais, e por isso, achei o conjunto razóavel.

Possui inovadas técnicas, beleza, sofisticação, sutilezas, mas o resultado deixou a desejar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"Notícias de uma guerra particular" de João Moreira Salles e Kátia Lund - 1997/98

"Notícias de uma guerra particular" se refere à guerra civil que ocorre nas favelas do Rio de Janeiro, entre traficantes e policiais. Uma guerra que parece resultar de uma desigualdade social, fazendo parte de um sistema capitalista e consumista.
Apesar do documentário mesclar o cinema direto (imagens) com discurso direto (entrevistas), poderia ser enquadrado como auto-reflexivo, pois possui uma voz própria, mostrando vários pontos de vista, através de imagens cotidianas dos entrevistados, imagens de arquivo e depoimentos de pontos de vista diferentes, dos envolvidos na história: policiais, traficantes e moradores da favela que ficam entre o fogo cruzado.
Não há uma grande variedade de opiniões de cada ponto de vista, pois os entrevistados que representam cada grupo envolvido, são quase sempre os mesmos. Provavelmente pela dificuldade de se capturar imagens dentro da favela, já que a mesma é liderada pelos traficantes. Tanto é, que os traficantes e jovens delinqüentes que aparecem, não identificam seus rostos.
O curioso é a neutralidade que os realizadores necessitam como posicionamento para realização do seu trabalho e coleta de depoimentos, pois teoricamente, os entrevistados criminosos, que justificam suas razões para estarem no tráfico, são procurados pela polícia. Polícia esta, que não consegue capturá-los, devido ao fogo cruzado, mas que a equipe conseguiu entrevistar.
Traçando um paralelo com a ficção, baseada em depoimentos reais, "Tropa de Elite" de José Padilha, que coloca apenas o ponto de vista dos policiais, o que estes realizadores parecem querer mostrar é que todos são vítimas de um sistema falho e corrupto.
O tráfico de drogas, sustentado pelo tráfico de armas, tornou-se um comércio lucrativo, onde tornam os excluídos de uma sociedade capitalista e consumista, "trabalhadores" bem-remunerados, diante de uma visível desigualdade social e de distribuição de renda. A classe baixa também tem sonhos de consumo, desejos e carências, mas diferente das outras classes, não consegue atingir uma renda mínima para suprir suas necessidades, por isso muitos acabam caindo no tráfico, acreditando que assim possam ter uma vida um pouco melhor. E os policiais, mal-remunerados, arriscando suas vidas, acabam se corrompendo pelo mesmo motivo, para suprir suas necessidades e carências.
Numa sociedade, aparentemente, sem valores e carente de consciência, fica difícil condenar qualquer parte envolvida. Todos são vítimas e todos estão cansados dessa guerra que realmente parece não ter um fim.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

"Crônica de um verão" de Jean Rouch e Edgar Morin - 1960

"Crônica de um verão" contou com uma parceria entre o sociólogo Edgar Morin e o documentarista Jean Rouch. Um filme inovador por ser considerado um dos precursores do cinema direto, dentro do universo do documentário e precursor na utilização de câmera com som direto, com resultados bem resolvidos.
Jean Rouch utilizou uma câmera especial que sincronizava o som com a imagem, e rodava um rolo maior de película, para realização de grandes planos, isso teve uma intenção estética muito importante em sua obra, além de ser rodado em preto e branco, mesmo já existindo cor.
O que se percebe no filme é uma grande experimentação, iniciando-se com uma conversa sobre a realização do filme, entrevistas com pessoas nas ruas de Paris partindo da pergunta "Você é feliz?!" e as variadas respostas e reações, além de depoimentos e imagens cotidianas de alguns personagens, aparentemente selecionados. Entre eles estão operários, trabalhadores, estudantes, cover-girl, pessoas aleatórias das ruas de Paris e os próprios realizadores se questionando sobre o resultado do filme.
Elaborar uma sinopse para o filme parece uma das tarefas mais complexas, pois dependendo do ponto de vista, poderíamos apontar o documentário para várias direções. Questionamento sobre o que é felicidade? Reação das pessoas em frente à câmera? Personagens reais que atuam ou não?! Presença de depoimentos, imagens diretas, entrevistas, entre outros recursos. Exatamente por ele apontar para várias direções, que ele poderia ser considerado um documentário auto-reflexivo. Existe uma mistura do cinema direto com o discurso direto, além da presença dos próprios autores questionando-se sobre o que fizeram e questionando as pessoas entrevistadas sobre o que elas acharam de si mesmas.
Nós como espectadores entramos superficialmente no mundo particular de cada pessoa entrevistada, mas com dúvidas se elas estão sendo elas mesmas ou se não estão simplesmente atuando. Colocar a câmera na frente de alguém é torná-la personagem, fictícia ou não, de uma história a ser contada. Morin e Rouch contaram essa história de uma forma imprevisível, interessante e questionadora.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Filmes do mês - setembro

Setembro

-O julgamento do diabo de Alec Baldwin - (0)
-Tropa de elite de José Padilha - (3)
-Caça ao leão com arco de Jean Rouche - (2)
-O corte de Costa-Gravas - (3)
-A enfermeira Betty de Neil LaBute - (2)
-O outro lado da rua de Marcos Bernstein - (2)
-Garota da Vitrine de Ashok Amritraj - (2)
-Jogo do amor de Sheldon Larry - (0)
-Sociedade secreta de Rob Cohen - (1)
-Marcas da violência de David Cronemberg - (3)
-De repente é amor de Nigel Cole - (4*)
-Mergulho radical de John Stockwell - (1)
-O exorcismo de Emily Rose de Scott Derrickson - (1)
-A família do futuro de Stephen J. Anderson (em 3D) - (1)
-Corações e Mentes de Peter Davis - (3)
-A identidade Bourne de Doug Liman - (3*)

*Revistos

Obs.: 0-(horrível); 1-(ruim); 2-(razoável); 3-(bom); 4-(muito bom); 5-(excelente)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A história de Gustavo N. Bento

"Sentada entre suas malas e enjoada de esperar pelo seu vôo, Manuela, usando seu jeans favorito, misturado com seus acessórios cheios de cores e seu rosto cansado de um final de semana movimentado, aguardava prontamente, no mezanino do aeroporto, sua amiga, que comprava mais alguns selos nos correios (para sua coleção), um verdadeiro programa de índio para Manuela, já que a mesma não se interessava por selos.Resolveu observar as pessoas do andar de baixo, gente entrando e saindo, executivos com seus ternos e malas, famílias de turistas, gente trabalhando, lojas com seus produtos caros, restaurantes abarrotados e sem mesas para sentar, pessoas comendo em pé, pessoas e mais pessoas, aeroporto em reforma, muita bagunça, e a voz com sotaque do interior paulista, chamando para os embarques, até que Manuela, absorta em seus pensamentos, "faltou alguma lembrancinha?", "será que as geléias não vão estourar na bolsa?", escutou a voz chamar , duas vezes, por um nome: - Senhor Gustavo Bento, comparecer ao balcão de informações.Manuela com seus olhos atentos, procurou pelo tal balcão e pensou "quem será esse Gustavo?!" sim, finalmente havia encontrado algo para se distrair, enquanto sua amiga, ainda esperava para ser atendida no tal correio.Manuela pensou "quem será que procura por ele?" e seus olhos focaram um casal. A mulher, sofisticada, com sua bolsa larga e de marca, morena, aparentando uns 30 e poucos, repousava seu pescoço no grande pilar e escutava o (suposto) marido, dar um sermão, e ela só mexia a cabeça como se dissesse "sim, meu marido". Manuela pensava...será que o marido, com sua camisa desabotoada, será que ele é um pai ausente e ela uma mãe consumista?!, será que Gustavo era filho deles, adolescente sem causa e rebelde: "mãe vou numa loja e já volto", "filho 5h aqui na frente", mas ele não havia aparecido e seus pais emputecidos (o pai descontando e culpando a mãe) e nada de Gustavo aparecer, pra confirmar a imaginação de Manuela.Já não estava mais cansada ou impaciente, só queria descobrir quem era Gustavo..uma criança perdida talvez?! Um amigo do casal?! Mas nem sabia se era o casal que havia chamado por Gustavo...seus olhos estavam atentos, a qualquer momento iria descobrir...De repente sua amiga tocou em seu ombro e disse "vamos?!", Manuela gelou..."e agora?! será que ao descer vou perder eles de vista?", mas ansiosa para o final desse drama: "vai dar tempo", e foi empurrando o carinho das bagagens, dirigiu-se ao elevador, não durou nem 2 minutos e ao chegarem ao térreo, manuela disparou para ver o casal e o desejado encontro, mas...não havia mais ninguém, nem casal, nem Gustavo...e a história não teria um desfecho...muita imaginação será?! muita cenoura crua?! Manuela sentou no carrinho, ainda faltava 1 hora...e pensou "acho que vou escrever sobre isso"
e escreveu..."
Escrevi no dia 25/11/05, após passar pela experiência de esperar o embarque da primeira viagem de avião. =)
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Data: 11/01/06
Algo que eu sentia, montado através da mistura de letras de músicas...

"Chove lá fora, faz tanto frio...
Lágrimas de chuva, molham o vidro da janela, mas ninguém me vê...
Isso não é uma carta de amor, são pensamentos tolos, traduzidos em palavras...
E no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, você veio...
Eu quis dizer, você não quis escutar...
Pra me transformar no que te agrada...no que te faça ver...
Não é fácil não pensar em você...
É estranho, não te contar meus planos...
Talvez sejam memórias que me perturbam...
Não há nada que me faça entender...
Quando eu vi você quase não acreditei, nem vi você mudar, nem vi você crescer...
Me diga então, em quanto tempo se esquece alguém...
Palavras são erros, e os erros são seus,
Não quero lembrar, que eu erro também,
Um dia pretendo tentar descobrir, porque é mais forte, quem sabe mentir...
Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério...
E que não me falte forças pra lutar...
Não importa quem mais brilha, se agirmos com amor...
Eu descia as escadas, as velhas escadas, sem medo de olhar o que eu deixei pra trás...
São pensamentos tolos, traduzidos em palavras, pra que você possa entender, o que eu também não entendo!"
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Data: 17/02/06
devaneando...
"Aí você anda na rua, a brisa bate no seu rosto, como uma lambida quente.E a música do diskman começa a pular, você dá uma batidinha, e a trilha sonora completa o momento, junto com o barulho dos carros passando, as buzinas e pessoas caminhando no final de tarde. Você está voltando pra casa, se sentindo viva...Mais um dia terminando, e mais um dia você conseguiu não fumar e nem comer besteiras de mais, ficou feliz por suar na academia e por seus planos darem certo.Você pensa nas pessoas que está com saudade e de momentos que não voltam mais. (ainda bem que você aproveitou todos!) e pensa que o tempo tá passando tão rápido...Melhor apressar o passo, falta tanta coisa pra fazer...(...)Mas o bêbado continua lá dormindo na grama, e quando você passa, ele ronca muito alto...arrancou uns risinhos....e ai a pilha acaba, não tem mais música...que chato! O que eu estava falando mesmo...."
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Data: 16/03/06
desabafos...
"Ontem a noite ela sentou, e entre folhas e rascunhos, descobriu que não conseguia escrever... Tentava, mas não saia nada bonito como antes, e as frases escolhidas não tornavam o texto, no mínimo gracioso. Ela pensou "porque será que não consigo escrever..." E logo seu pensamento se desviava para outras coisas... Para o medo de não conseguir dar conta de tudo..de não realizar um sonho, de não resolver os problemas, de esquecer o que tem que ser esquecido... E seu peito sentiu um aperto, o desespero foi tomando conta, sentiu-se desamparada, e percebendo que não conseguiria escrever, encolheu-se no sofá e ficou observando o que se passava na televisão e chorou... Chorou pela mocinha sem esperanças no amor, chorou pela mocinha que enfrentou o poder, mas foi espancada por ter sido corajosa, chorou pela paixão proibida de uma, pela inocência e ingenuidade da outra, pela revolta, injustiça....e chorou mais ainda, porque lembrou que seu sonho é esse: criar histórias que nos identificamos...que nos fazem chorar, que nos motivam ou encorajam, que nos comovem, que simplesmente retratam nossas próprias inseguranças, desejos, vontades, sonhos...nossas vidas... Então antes de adormecer, ela juntou suas mãozinhas e entre lágrimas, fez uma oração, pedindo que seu caminho seja iluminado, pedindo para não se sentir mais desamparada e com medo, pedindo que seu sonho, tão próximo e tão distante, realize-se, e que ela tenha forças pra seguir em frente...e pediu para iluminar o caminho das pessoas queridas a sua volta e pediu para entender seu coração e porque ele continua tão magoado...e pediu para esquecer o que tem que ser esquecido, e esquecer quem precisa ser esquecido....e adormeceu com os olhinhos inchados... E Ele reposou a mão sobre sua cabeça e permitiu que ela sonhasse naquela noite...e que lembrasse que Ele está ali...mesmo quando ela adormece perturbada com seus maiores medos.... e então ela sonhou...em paz..."
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Detalhe: Tirei essas criações do meu fotolog www.fotolog.net/ally_c

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

"Tropa de elite" de José Padilha - 2007

Mesmo sem ter sido lançado e com uma versão ainda não-finalizada, não resisti a assistir a cópia de "Tropa de Elite" que consegui no trabalho.
Nem tão forte ou pesado quando eu esperava, mas revoltante quanto a polícia e ao Brasil em geral.
O filme gira em torno do Comandante Nascimento (Wagner Moura) que precisa urgentemente encontrar um substituto, para se desvencilhar do BOPE e assumir sua recente paternidade. Nesse mundo do tráfico e da corrupção policial, vemos policiais de todos os tipos: honestos, corrompidos, loucos, fracos, desmotivados.
No filme, o BOPE aparece quando a polícia militar ou civil faz alguma cagada que o BOPE tem que resolver. Não é qualquer um que pode integrar ao Batalhão de Operações Especiais, o símbolo é uma caveira espetada com uma faca, e eles são treinados para matar e não para morrer. O Bope não entra atirando na favela, ele busca ser estratégico. O próprio treinamento, super agressivo, possui fases que eliminam sempre os mais fracos, que geralmente são os corruptos e policiais desonestos (nada surpreendente).
O fato do filme ter vazado parece até uma estratégia de marketing, como aconteceu em "Bruxa de Blair", quando alegavam que o que acontecia era verdadeiro. As pessoas ficaram mais instigadas e curiosas a assistir ao filme, que não tem lá aqueeele elenco e nem imagens muito estáveis. É um filme agoniante, tanto na história quanto na seqüência de imagens.
A impressão que o filme nos dá é de uma câmera sempre entre o fogo cruzado e os conflitos policiais. Uma intrusa, em um ambiente altamente perigoso e hostil. Sempre tremida e às vezes desfocada, devido aos movimentos rápidos e bruscos.
O filme não possui tanta qualidade técnica, mas sua intenção está em denunciar a corrupção policial que é um resultado da ausência de políticas públicas, ausência de moral e valores de uma sociedade desigual e de um país governado com irresponsabilidade.
Viajando legal agora....esses dias estava estudando Biologia com meu irmão e o assunto era Ecossistema, Ecologia, comunidade...enfim, falava sobre o processo cíclico dos seres vivos e que um depende do outro para sobreviver. Acho que nossa sociedade não foge muito disso.
Quem financia o tráfico não é bandido, mas usuário, e sabemos muito bem da onde vem esses usuários: classe média e alta principalmente, que levam vidas vazias e preenchem-nas com fugas da realidade, e não me excluo dessa não, bem pelo contrário. Todos fazemos parte desse processo e todos nós também temos culpa do que acontece com o país, principalmente quando pensamos no povo como eleitor (se é que voto faz alguma diferença mesmo).
Enfim, é um filme interessante de se assistir, mas não achei nenhuma novidade. No fundo, todos nós já sabíamos que isso acontecia.