quinta-feira, 21 de junho de 2007

"Ópera do malandro" de Chico Buarque - 1978

Não, eu não vi uma peça. Não vi um filme. Mas eu li o livro que continha a peça. Foi minha segunda leitura dessa semana depois de "Marley e eu" (fiquei motivada a devorar livros).
"Ópera do malandro" clareou minhas idéias sobre Chico Buarque. Ele é um gênio mesmo.
A peça é uma grande crítica ao sistema que migrou da pirataria pra comercialização legalizada do produto importado. O malandro que era malandro não existe mais. Porque agora ele está "dentro da lei". O Renan, o Juarez, entre outros, são os verdadeiros malandros vestidos com a máscara da hipocrisia e cinismo, e tudo dentro da lei.
A peça é divertida e fácil de ler. E imagino que o espetáculo conseguia entreter e criticar, ao mesmo tempo. Abusa-se dos palavrões e linguajar coloquial, por motivos óbvios.
Gostaria de ter assistido a peça quando foi lançada com seu elenco original, mas me contentaria em ver qualquer representação atual.
Agora entendo porque o Chico e outros artistas foram tão perseguidos na Ditadura. Entendo o Glauber, o Chico, o Caetano.
Que época vazia estamos vivendo não?! Geração sem causa. A corrupção na nossa frente e nos sentimos incapazes de fazer algo. Eu, pelo menos, sinto-me de mãos atadas. Não sei o que fazer, mas eu queria protestar. Acho que não foi a toa que escolhi essa área profissional. Vamos ver no que dá!

"Marley e eu" de John Grogan - 2006

Bom, estou abrindo novos tópicos sobre leituras e trabalhos para aprimorar meus discursos críticos.
Hoje vou atualizar o blog com vários tópicos.
Começo falando desse livro, super famoso por sinal. A primeira vez que ouvi comentários do livro, foi de uma amiga das antigas de Blumenau. Achei curioso mas não fui correndo comprar pra ler. Só que sempre que eu passava numa livraria e via o livro, lembrava do que ela tinha falado e lembrava também que ele está há semanas no ranking dos livros mais lidos no Brasil e no mundo que sai na Veja e na Época toda semana. (no meu estágio faço o clipping dessas revistas). Fiquei curiosa: "Porque todo mundo tá lendo esse livro?!" Mas isso também não me fez comprar. Só que acabei ganhando ele no dia dos namorados. (meu namorado percebia que eu sempre parava na livraria pra falar do livro). Ganhei e "devorei". Lia em todas minhas horas vagas, inclusive durante uma aula chata. Costumo ler bastante no ônibus. Imagina eu me matando de rir NO BUS, por causa do livro. De certo pensaram que eu estava louca.
O livro não possui nenhuma fórmula mágica, seria impossível adaptá-lo pro cinema, mas pra quem ADORA cachorros, vale a pena ler. Não tive um cachorro parecido, mas me apaixonei pelo Marley.
Acho que ele faz você se apaixonar pela história. Você ri, chora, pensa, lembra dos cachorros que já teve, comemora...
É uma leitura gostosa, legal, divertida.
Uma história simples, um casal que resolve passar pela experiência de ter um cachorro antes de terem filhos.
O mais legal é saber que o Marley existiu e viveu tudo aquilo (prefiro acreditar que sim) e imaginar o cara agora, feliz da vida de ter contado sua história.
Eu torço pelas pessoas de sucesso. hehehehe
Pra quem gosta de cachorro então, vale muito a pena ler. Fiquei com vontade de ter um cachorro de novo depois do livro. Mas só vontade! =)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

"Piratas do Caribe" 1, 2 e 3...de Gore Verbinski


Eu já tinha visto os dois primeiros, maaas mais uma vez eu (devidamente acompanhada) reassisti aos dois, para depois ir ao cinema apreciar o terceiro, sem deixar passar nenhum detalhe. E não querendo ser chata com essa de críticas negativas, mas fiquei decepcionada. A "maldição da 3ª continuação" prevaleceu no filme. Muitas coisas absurdas e uma vomitada de estereótipos. Lição de moral, liderança de uma lady..sei lá..tiraram a cara que o filme tinha com uns clichês já bem batidos. O que eram os líderes piratas de cada nacionalidade? E uma líder mulher?? Que eu saiba isso dava azar pra tripulação. E os devaneios do Jack? Achei furada a saída que escolheram pra representar suas alucinações. Fora que o filme lembra muito aqueles filmes americanos sobre liberdade e não desistir da luta.
Pra não apontar só o que achei ruim, há sim algo que achei bom, e algo que gosto nos três filmes: os efeitos especiais, achei muito bem feitos. A Disney é foda! hoho
Acho que essa "maldição da 3ª continuação" será difícil de combater, porque sempre colocamos muita expectativa na continuação e ela nunca supera o primeiro filme ou até o segundo, quando esse fica bom.
Um é bom, dois é melhor, três já é demais!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

"Homem-Aranha" 1, 2 e 3... de Sam Raimi

UAU! Quem vê o trailler, ou pensa que foi o filme mais caro já feito na história do cinema, espera no mínimo, uma super super produção que valerá a pena pagar pra assistir. Maaaas achei decepcionante o que vi no cinema. Antes de malhar o pau, quero que conste que um dia antes assisti o Spiderman 1 e 2 pra ter certeza de que entenderia a trama no terceiro filme. Mas constatei que o 3 não tem muita trama. Achei super exagerado, e não gostei de um recurso em particular, em que a câmera se movia causando desconforto aos olhos. Nas cenas de ação tudo bem, mas em outro momentos incomodou bastante. E o que foi o Peter Parker malvadinho? Uma mistura de emo gótico com uma franja jogada pro lado, era mesmo pra ser engraçado? Até chorando o ator é cômico. Mesmo que tenha sido a intenção, tranformou Parker num ridículo. Os primeiros filmes foram bem mais interessantes, com uma trama mais coerente e apesar dos efeitos parecerem bem artificiais, ainda agradam e mantem uma verossimilhança.
Bom, posso estar exagerando, mas pro filme mais caro do mundo, eu esperava bem mais. Acho que eles tinham dinheiro demais e resolveram gastar fazendo o desnecessário.
Voltemos aos independentes, baratos e alternativos.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

"O número 23" de Joel Schumacher - 2007

Se dependesse do trailler, o filme seria ótimo, mas não foi. Quando vi o trailler, esperava um filme diferente com uma trama surpreendente. Fiquei decepcionada. Achei a estética do filme bem interessante, a trama no começo também, mas o final..pff..o final não fugiu daquele velho método de inventar um final que o expectador jamais poderia desconfiar porque as pistas levavam para outro desfecho. Odeio quando nos fazem de idiotas no filme, a gente saí do cinema revirando o olho e decepcionado com o que assistiu. Acho que a grande diversão era procurar números 23 ao sair do cinema e nas datas comemorativas da nossa vida, se a gente forçar como o personagem, encontra. hehehe
Não gostei do filme, mas os recursos visuais que vem sendo utilizados nos filmes recentes, como esse e como em 300 e até em propagandas, parecem trazer uma nova proposta de estética visual.
Inovação! Boa!

"Hannibal - A origem do mal" de Peter Webber - 2007

Eu realmente me surpreendi com esse filme. A famosa fama de Hannibal Lecter já foi tão explorada nos dois filmes pós-Silêncio dos Inocentes, que achei que esse filme seria mais uma investida fracassada do que um bom filme para se ver no cinema.
Surpresa sim, pois achei o filme muito bem bolado e com atuações excelentes. O filme tem imagens fortes e convincentes, maaaas... (sempre tem um mas...)logo depois, peguei o clássico primogênito e super premiado para assistir , e não encontrei nem coerência e nem continuidade da história. O Hannibal Lecter de Silêncio dos Inocentes não parece o jovem Lecter apresentado no filme e marcado por traumas, horrores de guerra, violência e vingança. Acho que os dois Lecter tem personalidades bem parecidas, mas não convence. São dois filmes paralelos e que devem ser apreciados individualmente.
...e é isso!

domingo, 22 de abril de 2007

"Perfume - A história de um assassino" de Tom Tykwer - 2006


Um filme que não consigo classificar em algum gênero, mas com uma das seqüências de fotografia mais belas que eu já vi. Entrou para a lista dos meus preferidos. Possui uma cor, uma têxtura...Ele lembra um pouco o estilo de filme como "O fabuloso destino de Amelie Poulan" e "Desventuras em série". Há uma narração em off e cenas que provocam nojo e horror, mas ao mesmo tempo não chocam. Levanta questões científicas, filosóficas e religiosas. Eu já ouvi muito sobre o reconhecimento de corpos e afinidade entre as pessoas, através do cheiro. Todos possuem um cheiro único e é isso que o personagem principal, Jean-Baptiste Grenouille, tenta captar das mulheres mais belas, o seu cheiro, a sua essência. Achei o filme belíssimo e me fez questionar sobre formas misteriosas de poder, alienação e submissão.