sexta-feira, 4 de maio de 2007

"O número 23" de Joel Schumacher - 2007

Se dependesse do trailler, o filme seria ótimo, mas não foi. Quando vi o trailler, esperava um filme diferente com uma trama surpreendente. Fiquei decepcionada. Achei a estética do filme bem interessante, a trama no começo também, mas o final..pff..o final não fugiu daquele velho método de inventar um final que o expectador jamais poderia desconfiar porque as pistas levavam para outro desfecho. Odeio quando nos fazem de idiotas no filme, a gente saí do cinema revirando o olho e decepcionado com o que assistiu. Acho que a grande diversão era procurar números 23 ao sair do cinema e nas datas comemorativas da nossa vida, se a gente forçar como o personagem, encontra. hehehe
Não gostei do filme, mas os recursos visuais que vem sendo utilizados nos filmes recentes, como esse e como em 300 e até em propagandas, parecem trazer uma nova proposta de estética visual.
Inovação! Boa!

"Hannibal - A origem do mal" de Peter Webber - 2007

Eu realmente me surpreendi com esse filme. A famosa fama de Hannibal Lecter já foi tão explorada nos dois filmes pós-Silêncio dos Inocentes, que achei que esse filme seria mais uma investida fracassada do que um bom filme para se ver no cinema.
Surpresa sim, pois achei o filme muito bem bolado e com atuações excelentes. O filme tem imagens fortes e convincentes, maaaas... (sempre tem um mas...)logo depois, peguei o clássico primogênito e super premiado para assistir , e não encontrei nem coerência e nem continuidade da história. O Hannibal Lecter de Silêncio dos Inocentes não parece o jovem Lecter apresentado no filme e marcado por traumas, horrores de guerra, violência e vingança. Acho que os dois Lecter tem personalidades bem parecidas, mas não convence. São dois filmes paralelos e que devem ser apreciados individualmente.
...e é isso!

domingo, 22 de abril de 2007

"Perfume - A história de um assassino" de Tom Tykwer - 2006


Um filme que não consigo classificar em algum gênero, mas com uma das seqüências de fotografia mais belas que eu já vi. Entrou para a lista dos meus preferidos. Possui uma cor, uma têxtura...Ele lembra um pouco o estilo de filme como "O fabuloso destino de Amelie Poulan" e "Desventuras em série". Há uma narração em off e cenas que provocam nojo e horror, mas ao mesmo tempo não chocam. Levanta questões científicas, filosóficas e religiosas. Eu já ouvi muito sobre o reconhecimento de corpos e afinidade entre as pessoas, através do cheiro. Todos possuem um cheiro único e é isso que o personagem principal, Jean-Baptiste Grenouille, tenta captar das mulheres mais belas, o seu cheiro, a sua essência. Achei o filme belíssimo e me fez questionar sobre formas misteriosas de poder, alienação e submissão.

terça-feira, 10 de abril de 2007

"Aprovados" de Steve Pink - 2006

Esse filme parece bobinho, mas ele me deixou intrigada num ponto: o nome do personagem principal é Bartebly, que coincidentemente (ou não) é o nome de um personagem de uma história bem intrigante...a história do "Eu prefiro não". Apesar do nosso ensino superior não ser como o ensino dos EUA, o filme apresenta e discute de uma forma bem divertida e comercial (claro) os excluídos das universidades. Poderíamos levantar a questão do vestibular e dos cursos superiores. Vestibular realmente serve pra avaliar quem merece ou não ingressar numa universidade?! Se eu escolho cinema...devo manjar de química e física?! Bem questionável.
Para alguns, apenas um filme comercial, para mim, sempre uma oportunidade de se discutir e levantar algum questionamento.

"300" de Zach Snyder - 2007

Vou ser breve no comentário desse filme, já que estou atrasada nas postagens. Dos mesmos criadores do filme "Sin City" e também inspirado em HQ, o filme no quesito "enredo" não tem nenhuma novidade, tanto que algumas cenas lembram muito "Gladiador". Mas as imagens do filme, incrementadas com efeitos visuais, reúnem uma seqüência de belas fotografias (modificadas digitalmente, claro). A direção de arte mandou bem. Agora já alguns personagens do filme pareceram forçados e me obrigou a rir em momentos (acredito eu) que não tinham nada de engraçado. O Rodrigo Santoro estava medonho e muito bicha. É um filme diferente e bem feito artísticamente. E apesar da vinheta final não combinar com a estética do filme (opinião minha), demonstra o quanto o trabalho do "designer de produção" está evoluindo.

terça-feira, 27 de março de 2007

Bagunça na caxola

ESTAMOS EM MANUTENÇÃO PARA MELHOR ATENDÊ-LO!!

Sério....sem net em casa, mudança, aulas, trabalho...não tá rolando tempo e nem inspiração pra continuar escrevendo por aqui...semana que vem eu volto....
talvez até lá alguém faça algum comentário! hehehe

Até a próxima!

Ally =)

quinta-feira, 22 de março de 2007

"A rainha" de Stephen Frears - 2006

"A rainha", um filme...digamos, bem chato. O tempo não passava e o filme mesclava recortes de notícias de um momento histórico, no caso, a morte da Princesa Diane, dentro do ponto de vista da família real, mais precisamente da rainha. Porém, nem tudo é descartável nesse filme. Apesar do meu namorado e a maioria do público da sala de cinema do Beiramar bufar, esperando o final do filme, a atriz Helen Mirren deu um show na representação, conseguindo passar a frieza e delicadeza da verdadeira rainha.
O filme consegue despertar algo desprezível da rainha, e ao mesmo tempo, delicado e digno de pena. Ser rainha não parece muito fácil mesmo.
Acho que interpretar personagens reais, ainda vivos e bem conhecidos pela mídia, e tratar de um momento, que historicamente ainda é muito recente, colocou o filme numa situação delicada e perigosa. Isso porque o filme parece enaltecer a realeza, tornando o filme um possível veículo de propaganda política, ou algo do tipo.
Bom, talvez eu esteja "viajando na maionese" na minha amadora análise, mas em geral é isso, um filme com elementos bem trabalhados, mas que formam um conjunto cansativo e entediante.

Recomendo para análise! Mas ao público de cinema de entretenimento, um alerta de perigo: NÂO VEJAM! hehehehe

PS.: tenho a leve impressão que o mercado da indústria cinematográfica está saturado de filmes do tipo "receita de bolo", e produzindo filmes como esse, parece querer inovar e buscar novas alternativas para o cinema contemporâneo.
Em alguns acertam, em outros, talvez não!