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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Meia-entrada para professores

Hoje fui ao cinema e já faz um tempo que tenho usado meu direito como professora para pagar meia-entrada em cinemas de Floripa, porém me dei conta de como isto é pouco divulgado e aproveito este espaço para trazer o assunto ao público.

Desde o dia 23 de outubro de 2009, está em vigor uma lei municipal (Florianópolis - SC) que permite a meia-entrada em eventos e atividades culturais, como o cinema, para professores de ensino básico, médio ou superior, de instituições públicas ou privadas, mediante comprovante de pagamento ou a carteira de trabalho certificando a função.

A Lei nº8019/2009 foi criada pelo vereador Márcio de Souza e vale para qualquer professor, inclusive de outras cidades que estejam de passagem por Florianópolis, em cinema localizados no território municipal. Ou seja, vale para todas as salas de cinema do Shopping Iguatemi, Floripa Shopping, Paradigma Cine Arte, CIC e afins.não vale para o Shopping Itaguaçu, por se localizar no município de São José.

Divulguem e aproveitem a meia-entrada professores!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

A geração da liberdade autora

A Revista de Cinema trouxe em sua última edição uma matéria especial sobre os principais diretores que surgiram depois de 2000.
Todos iniciaram a carreira trabalhando com curtas e quase nenhum possui mais de cinco longas no currículo, mostrando o desafio de seguir a carreira de cineasta, mas também os prazeres em fazer do cinema uma profissão.
Segue abaixo minha síntese da matéria, com a lista dos diretores, um pouco sobre eles e alguns dos filmes que eles dirigiram, que valem a pena serem vistos (me incluo nessa), para conhecermos melhor o cinema nacional que está sendo produzido.

Cao Guimarães - denominado como "metafísico", esse mineiro de Belo Horizonte, cineasta e artista plástico, realizou produções como "A festa da menina morta" (2008), "Andarilho" (2007) e "Rua de mão dupla" (2005). Ele vê o cinema como um catalisador de sentimentos não verbalizados, de histórias e narrativas despertadas por movimentos plásticos e pelo potencial imaginário de cada imagem. Um cinema de intensidades, em transe com o mundo histórico!

Claudio Assis - considerado "o indomável", por ser extremamente polêmico, carrega em seu currículo os filmes "Amarelo manga" (2002) e "Baixio das bestas" (2007). É o mais radical dessa leva de cineastas, por fazer um cinema que beira ao grotesco, para chocar o poder constituído, moral, sexual e político. Está sempre disposto a ir onde ninguém vai e a falar do que ninguém fala. Coleciona prêmios, mas também bastante rejeição, encontrando muitas vezes dificuldade para conseguir patrocínios.

Jorge Furtado (da foto) - O ou um dos mais conhecidos da lista, mérito adquirido com o trabalho realizado no curta premiado internacionalmente "Ilha das flores" (1987), esse cineasta gaúcho reúne em seus trabalhos, a vontade de falar com o público, principalmente jovem, através de narrativas de fácil compreensão. No currículo, além de trabalhos para televisão como "Lisbela e o prisioneiro", conta com os filmes "O homem que copiava" (2003), "Meu tio matou um cara" (2004) e "Saneamento básico" (2007), divertidos e bons pontos de partida para discussões sobre temas políticos, culturais e sobre a importância social do cinema.

José Padilha - diretor do popular longa "Tropa de Elite" (2007), prefere usar o cinema como ferramenta para discussão de temas que geram debates, especialmente se ele promove ou critica esse temas em seus filmes, como foi o caso da polícia corrupta e violenta em "Tropa de Elite", que prevê uma continuação para lançamento ainda este ano, e também no seu primeiro longa "Ônibus 174" (2002), sobre o personagem que encenou o drama real do seqüestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro em 2000, ilustrando a desigualdade social e falta de perspectiva na história do país.

Karim Aïnouz - considerado "inclassificável", despontou em 2002 com no filme "Madame Satã" (2002), iniciando uma nova geração de filmes independentes brasileiros e autorais, buscando o cinema realista, sem necessariamente buscar a realidade. Dirigiu também "O céu de Suely" (2006), sobre uma jovem que rifou o próprio corpo para sair da cidade.

Laís Bodanzky - essa mulher cineasta, prefere dialogar com os jovens, como visto no filme "Bicho de sete cabeças" (2000), polêmico pra época, por falar sobre o uso da maconha e a falta de diálogo e esclarecimento dos pais na vida do personagem, interpretado pelo ator Rodrigo Santoro. E também no filme "As melhores coisas do mundo", lançado este ano.

Lina Chamie - essa cineasta paulista, faz do cinema um exercício pessoal de liberdade. Estreou em 2001 com o longa "Tônica dominante" e em seguida fez "A via láctea" em 2007.

Marcelo Gomes - diretor do longa "Cinema, aspirinas e urubus" (2005), inspirou-se nas histórias do avô para criar um enredo ambientado no sertão nordestino. Também começou com curtas, como todos os outros diretores já listados, e colaborou com diversos trabalhos de outros diretores, como no roteiro de "A casa de Alice" (2007) e codireção no premiado "Viajo porque preciso, volto porque te amo" de Karim Aïnouz.

Marcos Jorge - responsável por um dos melhores filmes pós-2000, "Estômago" (2007), ganhou dezenas de prêmios e lançou-se diretor já no primeiro trabalho em longa-metragem. Inspirou-se no cinema italiano para criar uma comédia de humor (um pouco negro), misturando tempero italiano e arquétipo nordestino do esperto, que manipula todo mundo sem ninguém perceber.

Sérgio Machado - despontou com o longa "Cidade baixa" (2005), protagonizado por Wagner Moura, Alice Braga e Lázaro Ramos, fechado em personagens que escolhem a afirmação do desejo como forma de fugir da marginalidade. E trabalhou também na minissérie "Alice" da HBO, em parceria com Karim Aïnouz. Lança este ano o longa "Quincas Berro d´Água", adaptação da obra de Jorge Amado.

Bola na rede

A revista Set, especializada em cinema, em sua última edição, listou 30 filmes que trazem o futebol como tema em suas narrativas.
Seguem alguns que já assisti e não assisti, mas destaco da lista:

1. "O ano em que meus pais saíram de férias" de Cao Hamburguer 2006 - drama
Considerado um dos melhores filmes brasileiros da década 2000, traz como protagonista o pequeno Mauro (Michel Joelsas), que precisa lidar com a ausência repentida dos pais, em plena ditatura e Copa de 70. A história se passa num bairro de comunidade judaica e conta com Caio Blat como um estudante ativista.
Vencedor de mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, trata com sutileza, aos olhos de uma inocência infantil, uma delicada e marcante época da ditatura no Brasil.

2. "Hooligans" de Lexi Alexander 2005 - drama
Elijah Wood (o conhecido Frodo de Senhor dos Anéis) protagoniza um jovem, expulso injustamente de Harvard, que muda-se para Londres e se envolve com os torcedores fanáticos do futebol britânico, conhecidos como hooligans.
A violência extrema promove a reflexão sobre os limites que o fanatismo, alimentado pelo futebol, pode ultrapassar.
O curioso é que foi dirigido por uma mulher, Lexi Alexander, alemã campeã de karatê e que já interpretou a princesa Kitana em turnês de shows para Mortal Kombat.
Esse é o primeiro filme longa-metragem que ela escreveu, produziu e dirigiu.

3. "O casamento de Romeu e Julieta" de Bruno Barreto 2005 - comédia romântica
Protagonizado pelo casal Luana Piovani e Marco Ricca, conta a história de uma torcedora palmeirense e um corintiano roxo, que se apaixonam, mas precisam lidar com a família e as diferenças de times. É uma comédia bem água-com-açucar, mas há quem goste!

4. "O segredo dos seus olhos" de Juan José Campanella 2009 - drama (ainda não vi)
Filme argentino, vencedor do Oscar 2010 de Melhor Filme Estrangeiro, conta com apenas uma seqüência onde o tema do futebol está presente, mas é considerada admirável, por ser ambientada na polêmica Copa do Mundo de 1978, sediada e vencida pela Argentina, em que a câmera cruza todo o campo até chegar no personagem do ator Ricardo Darín, sem qualquer corte. Um plano-seqüência que deve valer a pena assistir!

5. "Linha de Passe" de Walter Salles 2008 - drama (ainda não vi)
O futebol neste filme é considerado uma luz no fim do túnel, para se fugir de uma vida miserável, como observado na vida de milhares de brasileiros.
Dizem que torcedores do Avaí (como eu) não devem assistir ao filme, por ser injustiçado numa seqüência em que joga com o Corintians.
Curiosa eu fiquei né! hehehe